#AntissemitismoCulturalA escritora judia Ariana Harwicz foi proibida de participar de um evento literário na Espanha
Ariana Harwicz, escritora argentina radicada na França e finalista do International Booker em 2018, foi convidada para o festival literário de Granada, na Espanha. Harwicz é judia e defende o Estado de Israel. Isso foi o bastante para que movimentos pró-Palestina se voltassem contra o festival, exigindo que a escritora fosse desconvidada. A Rede Universitária pró-Palestina reuniu alguns autores favoráveis ao cancelamento da palestra de Harwicz, ironicamente intitulada “Oponerse al mundo”, e exigiram formalmente à organização do festival para que o seu nome fosse tirado da programação. E a exigência foi aceita. Eles juram que não se trata de antissemitismo. Argumentaram que a questão não era a identidade judaica de Harwicz, mas suas posições pró-Israel. Assine o NEIM e compartilhe o nosso conteúdo. Harwicz respondeu dizendo que está se tornando rotina o boicote de artistas judeus e israelenses, “legitimado quando eles mantêm vínculos políticos ou intelectuais com Israel”. Ou seja, ela não teria sido cancelada por ser judia, mas pode ser uma judia que não adere aos pressupostos da Rede Universitária pró-Palestina e seus autores favoráveis. “Estão me punindo por ser uma ‘judia ruim’. Mas por que são eles que têm que decidir quem é o judeu bom e o ruim?”, questiona Harwicz. “Fui a única do festival que teve todos os artigos examinados para ver se me deixariam passar ou não. Aos demais, liberdade total para usar um keffiyeh enrolado no pescoço”. O cancelamento de Harwicz dividiu o meio cultural europeu. Mais de 350 escritores e intelectuais assinaram um manifesto em apoio à escritora, repudiando o cancelamento da sua participação no festival. A Universidade de Granada publicou um comunicado repudiando o ocorrido. Informou que a exclusão da escritora “não foi respaldada nem aprovada pela pela administração da universidade”, mas decidida exclusivamente pela organização do festival. Esclareceu ainda que
Mas não é o que pensa a Rede Universitária pró-Palestina e seus autores favoráveis, que acreditam ser uma espécie de comissariado ideológico que decide se judeus podem ou não participar de eventos culturais. O critério é aceitar passivamente os discursos antissemitas que defendem o fim do Estado de Israel. Atualmente, você é um assinante gratuito de Não É Imprensa. Para uma experiência completa, atualize a sua assinatura.
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quinta-feira, 1 de outubro de 2026
#AntissemitismoCultural
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