Janja emoldurou Letícia Veja só você! Lembra que, em julho, a Janja disse que o Brasil nunca tinha tido uma primeira-dama que trabalhasse de verdade? Parece que ela mudou ligeiramente de ideia. Ela disse no primeiro comício da campanha do Lula no último domingo:
Interessante, porque a Janja evitava falar da Marisa. Segundo a jornalista Thaís Bilenky, a Janja também não gostou de morar no sobrado de São Bernardo onde o Lula tinha vivido com a Marisa. Seja esse o motivo ou não, eles se mudaram. E essa não foi a única mudança. Ela, que sempre defendeu o sincretismo e as religiões de matriz africana, subiu no palco e cantou ao lado do pastor evangélico Kleber Lucas. É a Janja aprendendo a falar com um eleitorado que vai muito além do gosto pessoal dela. E ela já tem até uma agenda política própria. Participa de articulações no Congresso, defende o projeto que criminaliza a misoginia, levanta pautas femininas e ganha cada vez mais espaço na campanha. Até porque as mulheres podem decidir essa eleição. E o Flávio Bolsonaro sabe disso. Tanto que, depois de trocar farpas publicamente com a Michelle, pediu desculpas e aí reapareceram juntos. Porque ele sabe que a Michelle consegue conversar com mulheres e evangélicos muito melhor do que ele. Talvez a Janja tenha entendido uma das principais regras da política: às vezes você precisa abraçar aquilo que preferia manter bem longe. Quando alguém vira personagem político, não faz só o que gosta. Faz o que precisa ser feito. Ainda não dá pra dizer que a Janja esteja sendo preparada pra suceder o Lula. Mas ela já deixou de ser só a mulher do candidato. Pode ser só uma estratégia pra reeleger o marido. Ou pode ser a construção de um capital político que seja só dela. Atualmente, você é um assinante gratuito de Não É Imprensa. Para uma experiência completa, atualize a sua assinatura.
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terça-feira, 18 de agosto de 2026
#Personagem:Janja
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