O escritor francês Charles Péguy era fã do filósofo Henrique Bergson.
Guardadas as devidas proporções, Péguy foi o que hoje é chamado influencer. Ele tinha público e queria espalhar as ideias complexas e cheias de intelectualidade de Bergson para o público geral.
A literatura e o jornalismo já tiveram esse papel de despertar o interesse por cultura. Jornalistas, escritores e intelectuais participavam naturalmente do debate público. Mas hoje esse ambiente se tornou restrito e mal se consegue furar o bloqueio do amaldiçoado algoritmo.
Até houve a época áurea dos booktubers. Mas a vida cultural tornou-se uma espécie de latim do espírito, como dizia o José Guilherme Merquior.
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