Notas sobre Chalámov e seus Contos de KolimáA mera ideia de classificar as pessoas em ideologicamente “puras” e “impuras” era para Chalámov um sacrilégio.As origens czaristas do Gulag, que eram campos de trabalhos forçados, que “inspiram” a criação dos campos de extermínio nazistas. Há que se observar que nas narrativas da Shoah, há sempre um início em quê é registrado a execução sumária da maior parte dos prisioneiros. Nos Gulags há morte, mas ela paira como uma doença que aos poucos vai corroendo os prisioneiros, nos campos de extermínio nazista a morte existe de forma mecanicista, industrial. Tanto que muitos dos sobreviventes dos Gulags passaram anos, décadas aprisionados, algo inimaginável em um campo de extermínio nazista... Continue lendo este post gratuitamente no app Substack |
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terça-feira, 24 de fevereiro de 2026
Notas sobre Chalámov e seus Contos de Kolimá
#Interlúdio: A velha realpolitik jamais saiu de cena
#Interlúdio: A velha realpolitik jamais saiu de cenaPor trás do bom-mocismo, permanece as velhas lógicas de poder
No tabuleiro geopolítico mundial, as palavras voltaram a soar como tambores de guerra. Discursos inflamados atravessavam oceanos, enquanto os analistas tentam desenhar cenários com a precisão de quem acredita que o mundo ainda pode ser explicado pela retórica e pelas meras intenções. Mas na realpolitik a vida segue outro ritmo — mais antigo, mais brutal, mais previsível. O Irã, enfraquecido por seríssimas questões internas, e muito pressionado por outras externas, parece vulnerável e perigoso como um animal acuado. Do outro lado, Donald Trump ergue sua retórica como quem testa limites, não apenas do adversário, mas das próprias regras que, na prática, organizam a ordem internacional. Especialistas tentam buscar coerência numa retórica política que parece mudar a cada pronunciamento. Criticam a ausência de estratégia, apontam riscos legais, evocam fantasmas do passado, como o Iraque e o Afeganistão. Falam em prudência, em diplomacia, em equilíbrio. Mas o mundo que descrevem parece cada vez mais distante daquele que ressurge no horizonte. A Rússia invadiu a Ucrânia sem muita cerimônia. Ainda que se possa alegar argumentos econômicos para o fim da guerra, ela permanece por longos 4 anos. Putin não se comove com sanções nem com repúdio da Opinião Pública mundial. A China expandiu seu poder econômico, como todos sabem. Mas também seus gastos militares. E pelo décimo ano consecutivo. Hoje é a segunda no ranking, com US$ 249 bilhões, só perdendo para os EUA que também vem aumentando significativamente – US$ 921 bilhões. A meta de Trump é elevar os gastos para US$ 1,5 trilhão até o final do seu governo, contrariando um pouco o discurso de retirar os EUA dos conflitos bélicos mundiais. Não é só de retórica que se contrói a America Great Again. A linguagem da geopolítica, enfim, não se escreve apenas com argumentos. Ela se impõe com presença bélica. Um porta-aviões em águas estratégicas comunica com mais clareza do que qualquer comunicado oficial lido pela desinibida porta-voz da Casa Branca. Porque política internacional nunca deixou de ser regida pela força. A ironia é que Trump, com toda sua encenação midiática, tornou-se o porta-voz dessa velha realpolitik que jamais saiu de cena. Se você gostou deste texto, ASSINE o NEIM AGORA! A gente precisa da sua ajuda a manter e ampliar o nosso trabalho. Atualmente, você é um assinante gratuito de Não É Imprensa. Para uma experiência completa, atualize a sua assinatura. © 2026 Não é Imprensa |
#FelizAniversário,Guerra
A confirmação do fracasso da Rússia, do seu exército e da ditadura de Putin faz quatro anos neste 24 de fevereiro. Putin achou que seria tão fácil chegar em Kiev e depor Zelensky quanto jogar opositores pela janela. Centenas de milhares de russos mortos depois, a guerra chega ao quarto ano. Putin descobriu a duras penas o que já sabemos faz tempo: a corrupção destrói o país. Ele achou que os bilhões de rublos investidos no exército tinham sido investidos no exército. Ele acreditou que sua fiel equipe saía das quatro linhas em benefício da Rússia. Nós também acreditamos que o STF trabalhava para nós. A esquerda até acreditou que eles saíam das quatro linhas em defesa da democracia. A insanidade imperialista de Putin custou quatro milhões de ucranianos refugiados. Mais de um milhão de mortos civis e militares de ambos os lados. Um número desconhecido de coreanos do norte mortos (o que a Coreia do norte foi fazer lá?). Centenas de milhares de casas destruídas e famílias desabrigadas. Com toda essa desgraça, Putin continua sendo recebido pelo governo brasileiro de braços abertos no BRICs. Putin, além de trazer dor e tragédia para as famílias ucranianas e russas, desestruturou a Europa. Os europeus descobriram que fechar usinas nucleares e depender do gás russo foi um erro. Depender da proteção do tio Sam foi um erro. Usar o dinheiro dos investimentos militares para acolher imigrantes islâmicos foi um erro. Não apoiar a Ucrânia com todas as forças desde o primeiro dia foi um erro. Quatro anos depois, não existe luz no fim do túnel. Em breve, a guerra entre a Rússia e a Europa será mais longa que a II Guerra Mundial. Só não se transformou na terceira, porque Zelenski enfrentou Putin. O NEIM precisa da sua assinatura para continuar revelando o que as notícias escondem. ASSINE AGORA! Atualmente, você é um assinante gratuito de Não É Imprensa. Para uma experiência completa, atualize a sua assinatura. © 2026 Não é Imprensa |




