#ACulturaMeDeprimeUm dos sintomas mais evidentes da pobreza cultural de nosso tempo é o interesse pelos anos 60 e 70, um dos períodos mais abomináveis da história da humanidadeO Neim está republicando as crônicas que Mainardi escreveu para a revista Veja – e que a revista, curiosamente, excluiu do seu site. A cultura me deprime(publicado em 14 de agosto de 2002 - Veja, ed. 1764)
Assine Não É Imprensa para desbloquear o restante.Torne-se um assinante pagante de Não É Imprensa para ter acesso a esta publicação e outros conteúdos exclusivos para assinantes. Uma assinatura oferece a você:
|
DICAS DO ZE
Total de visualizações de página
quarta-feira, 25 de março de 2026
#ACulturaMeDeprime
Sobre Tchevengur, do escritor russo Andrei Platônov.
Sobre Tchevengur, do escritor russo Andrei Platônov.O que Platónov mostra a todo momento é a inevitável derrota dos idealismos pelos fatos. É o Miguel de Cervantes da Revolução
A Editora ARS et VITA iniciou há poucos anos seu trabalho de resgatar uma obra fundamental e quase desconhecida da literatura do século XX. Trata-se de Tchevengur, do escritor russo Andrei Platônov, escrita nos anos de 1927–29 e originalmente intitulada Construtores da Primavera. Merecem todos os elogios pela iniciativa os co-editores Luiz Gustavo Carvalho e Maria Vragova, que também assina a tradução, por trazer ao universo lusófono a primeira versão em português desta obra-prima. Tchevengur faz parte daquela categoria de livros exilados, sequestrados ou confinados durante o regime soviético e só obteve a liberdade em 1988. Esta lista é extensa e nela se incluem autores como Mikhail Bulgákov, Marina Tsvetaeva, Anna Akhmátova, Osip Mandelstam, Vassili Grossman, Aleksandr Soljenítsyn, Varlam Chalámov, Isaak Bábel e Anatoli Ribakov. Para uma compreensão apurada desse fenômeno que atingiu a literatura, os livros de Vitali Shentalinski são um registro notável. Vitali, escritor e jornalista falecido em 2018, teve acesso amplo aos arquivos da KGB dentro da própria Lubianka (sede da KGB e da prisão respectiva, na Praça Lubianka, em Moscou), cujos portões hoje se encontram fechados novamente aos pesquisadores. O silêncio marca o início da história, onde acompanhamos o personagem Zakhar Pávlovitch e sua estranha ligação com o mundo através da vida das máquinas. Personagem que é a figura do mujique com o homem do despertar do século XX. Mas o seu mutismo é o que de fato importa e não a palavra ou o estrondo de motores e bombas. Zakhar é o retrato da bondade possível e não prescrita. Ele protagoniza os momentos iniciais do romance e terá aparições ao longo dele, protagonizando sua bela cena final... Continue a leitura com um teste grátis de 7 diasAssine Livraria Trabalhar Cansa para continuar lendo esta publicação e obtenha 7 dias de acesso gratuito aos arquivos completos de publicações. Uma assinatura oferece a você:
© 2026 Livraria [trabalhar cansa] |
#PresenteDeAiatolá
#PresenteDeAiatoláTrump disse que recebeu um presente dos iranianos. Para ele estar feliz, deve se um presente caro
O Estreito de Ormuz foi reaberto hoje, depois do ultimado dado por Trump, dizendo que iria obliterar a infraestrutura de energia do Irã. Pouco se sabe o que sobrou do regime dos aiatolás, ainda que se mantenha de pé depois de perder boa parte de seus líderes... Assine Não É Imprensa para desbloquear o restante.Torne-se um assinante pagante de Não É Imprensa para ter acesso a esta publicação e outros conteúdos exclusivos para assinantes. Uma assinatura oferece a você:
© 2026 Não é Imprensa |


