O mapa do velho Oriente Médio, desenhado durante décadas sob a sombra das grandes potências e sempre sustentado por equilíbrios frágeis, parece estar mudando radicalmente. A guerra entre Israel e Irã, com participação ativa dos EUA, não criou sozinha essa transformação, mas funcionou como uma aceleração num processo que vinha ocorrendo de forma gradual. Derrubou convenções, antecipou acordos e revelou que a região já não pode ser compreendida pelas mesmas categorias de antes. No artigo “Il vecchio Medio Oriente ormai non esiste più”, publicado no italiano Corriere della Sera, a jornalista Anna Momigliano expõe como alguns pensadores defendem que o velho Oriente Médio deixou de existir como categoria geopolítica. Onde antes se enxergava uma região organizada em torno da proteção americana, agora aparecem blocos de alianças mais fluidos, atravessados por interesses militares, econômicos e estratégicos que ultrapassam as fronteiras tradicionais do chamado Oriente Médio. Assine Não É Imprensa para desbloquear o restante.Torne-se um assinante pagante de Não É Imprensa para ter acesso a esta publicação e outros conteúdos exclusivos para assinantes. Uma assinatura oferece a você:
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quarta-feira, 10 de junho de 2026
#AlémDaGuerra
Uma seleção musical de 15 lançamentos que valem o play!
Uma seleção musical de 15 lançamentos que valem o play!Tem sido um ano especial até aqui. Não apenas pelos grandes discos, mas pela sensação de expectativa que eles trouxeram de volta.
Uma seleção musical para os assinantes do Substack da [tc] Por Maísa Carvalho É impressionante a quantidade de ótimos lançamentos de rock. Indie rock, power-pop, pós-punk, folk rock, garage rock, psicodelia... parece que toda semana surge alguma coisa interessante para ouvir. Tem sido um ano especial até aqui. Não apenas pelos grandes discos, mas pela sensação de expectativa que eles trouxeram de volta. Há tempos eu não acompanhava os lançamentos com tanto afinco, esperando a próxima sexta-feira para descobrir o que estava chegando. Eis, então, a lista: Ratboys - Singin’ To An Empty ChairProduzido mais uma vez por Chris Walla, ex-Death Cab for Cutie, Singin’ To An Empty Chair representa um passo adiante na trajetória dos Ratboys. A banda expande o universo que já vinha delineando em The Window, aproximando o indie rock de elementos do folk, do power-pop e da tradição americana do alt-country. Em diversos momentos, o disco evoca a sinceridade emocional de Lucinda Williams e a melancolia luminosa do Wilco da era A.M., encontrando um equilíbrio entre delicadeza e espontaneidade. Inspiradas pelas experiências de Julia Steiner com terapia e pela técnica da “cadeira vazia”, as canções transformam diálogos imaginários em reflexões sobre ausência, reconciliação e comunicação interrompida. E confesso que sorri ao ouvir “Penny in the Lake” - um pequeno aceno à eterna “Penny Lane”. O grande mérito do álbum está justamente em sua honestidade. Em vez de recorrer ao distanciamento irônico que domina parte da produção indie contemporânea, os Ratboys escolhem a exposição emocional como ponto de partida. As composições são calorosas sem serem sentimentais, melancólicas sem afundar na tristeza. Há um cuidado nos arranjos e uma confiança crescente na construção das músicas, que respiram sem pressa e permitem que cada emoção encontre seu espaço. O resultado é um disco acolhedor e profundamente cativante e apaixonante, que mostra como a maturidade artística combina com vulnerabilidade. Boards of Canada - InfernoPoucas bandas possuem uma identidade sonora tão singular quanto o Boards of Canada. Em Inferno, a dupla escocesa retorna após um longo silêncio (de 13 fucking anos!) para explorar uma ideia curiosa: o que acontece quando a nostalgia finalmente encontra o presente? Os sintetizadores envelhecidos, as fitas deformadas e os ritmos fantasmagóricos continuam presentes, mas agora parecem menos interessados em reconstruir memórias perdidas e mais preocupados em dialogar com um mundo que se tornou tão estranho quanto seus próprios discos. O que é impressionante em Inferno é a sua capacidade de criar emoção sem recorrer à linguagem verbal. Cada faixa funciona como uma lembrança, um sonho ou um filme cuja narrativa desapareceu há décadas. É música eletrônica (podemos falar música eletrônica ou uma nova linguagem?) feita por arqueólogos sentimentais. Enquanto boa parte do gênero continua fascinada pelo futuro, o Boards of Canada permanece investigando as ruínas da memória humana. Neurosis - An Undying Love For A Burning WorldO retorno do Neurosis carregava uma carga simbólica enorme. Depois de anos de silêncio e de uma das rupturas mais difíceis de sua história, seria fácil imaginar a banda recorrendo à própria mitologia para justificar um novo capítulo. An Undying Love For A Burning World, porém, segue outro caminho. Com Aaron Turner ocupando um papel central na formação, o grupo amplia ainda mais seu vocabulário sonoro, transitando entre o peso sufocante do sludge, explosões de pós-hardcore, atmosferas industriais e momentos de contemplação quase cinematográfica. O resultado é um álbum vasto, denso e cuidadosamente construído, como uma paisagem devastada observada de diferentes perspectivas. O aspecto mais marcante do disco é sua disposição em enfrentar a fragilidade humana sem recorrer ao desespero absoluto. Há uma consciência permanente de perda, desgaste e transformação, mas também uma recusa em se render ao fatalismo. É uma obra que encontra dignidade na persistência e significado na própria capacidade de seguir adiante. Mais do que um retorno, o álbum soa como uma declaração de propósito de uma banda que continua interessada em explorar as zonas mais profundas da experiência humana. Ed O’Brien - Blue MorphoHá artistas que passam décadas ocupando uma posição aparentemente secundária até que, de repente, percebemos que boa parte da arquitetura emocional de uma banda sempre esteve ali. Em Blue Morpho, Ed O’Brien parece finalmente confortável com essa descoberta. O álbum abandona qualquer expectativa de competir com o gigantismo conceitual do Radiohead e se concentra em algo mais raro… a atmosfera. As guitarras não aparecem como instrumentos de ataque, mas como organismos que respiram sob as canções. Há ecos de psicodelia, ambient e folk eletrônico, mas tudo filtrado por uma sensibilidade melancólica que faz o disco soar menos como uma coleção de músicas e mais como uma paisagem observada ao amanhecer. O’Brien sempre foi um mestre da textura, e aqui transforma essa qualidade em linguagem principal. As canções parecem interessadas não em chegar a algum lugar, mas em permanecer suspensas no ar por alguns minutos extras. É um disco paciente, contemplativo e lindo. Kevin Morby - Little Wide OpenAo longo da última década, Kevin Morby consolidou uma rara habilidade: transformar observação cotidiana em matéria-prima para grandes canções. Em Little Wide Open, ele aprofunda essa característica ao construir um disco marcado pela sobriedade dos arranjos e pela força da narrativa. O folk continua sendo a espinha dorsal do trabalho, mas aparece entrelaçado a elementos de rock clássico e americana, criando uma atmosfera ampla e arejada. A produção é econômica e inteligente, permitindo que cada instrumento encontre seu espaço sem competir com as histórias que Morby deseja contar. O charme do álbum está justamente em sua atenção ao ordinário. Em vez de buscar acontecimentos extraordinários, Morby se interessa pelos momentos que normalmente passam despercebidos: encontros breves, paisagens comuns, pensamentos que surgem durante uma viagem sem destino definido. As canções carregam uma sensação constante de movimento. É um disco contemplativo e elegante, que encontra profundidade nas pequenas coisas e reafirma Morby como um dos compositores mais sensíveis de sua geração. The Black Crowes - A Pound of FeathersHá algo admirável na maneira como os Black Crowes recusam reinventar a própria identidade. Em A Pound of Feathers, os irmãos Robinson continuam explorando o território onde blues, soul, gospel e rock clássico convivem naturalmente. O álbum é carregado por guitarras orgânicas, arranjos calorosos e uma produção que privilegia a interação entre músicos em vez da perfeição digital. Mas o que impede o disco de se tornar apenas um exercício de nostalgia é a maturidade de sua execução. Os Black Crowes finalmente parecem ter compreendido que não precisam competir com os próprios clássicos. As canções carregam uma confiança construída por músicos que já sobreviveram às pressões da fama, às separações e aos inevitáveis conflitos internos. A Pound of Feathers não busca recuperar a juventude, busca algo mais interessante: descobrir o que resta quando a juventude já passou. E a resposta é um disco elegante, honesto e vital. Weird Nightmare - HooplaAlex Edkins passou anos construindo muito ruído com o METZ. Em Hoopla, seu projeto com o Weird Nightmare segue um caminho quase oposto: troca a agressividade pelo prazer imediato da canção pop. O álbum mergulha de cabeça no power pop, mas sem abandonar completamente a sujeira das guitarras. Produzido pelo próprio Edkins ao lado de Jim Eno, o disco encontra um equilíbrio admirável entre energia garageira, refrões grudentos e arranjos cuidadosamente elaborados. O resultado lembra o que aconteceria se Cheap Trick, Teenage Fanclub e o melhor indie dos anos 1990 fossem colocados na mesma sala para discutir melodias. Os refrões das canções chegam rápido, mas continuam revelando detalhes após repetidas audições. É um daqueles discos que fazem parecer fácil algo extremamente difícil: escrever canções simples que permanecem na cabeça por semanas. Paul McCartney - The Boys Of Dungeon LaneHá artistas que envelhecem revisitando o passado; Paul McCartney parece habitá-lo apenas. The Boys Of Dungeon Lane é um disco construído a partir de memórias da Liverpool do pós-guerra, de ruas, sons e personagens que existiam antes dos Beatles e, em certo sentido, antes do próprio mito McCartney. Produzido ao lado de Andrew Watt e gravado ao longo de vários anos, o álbum mistura baladas confessionais, psicodelia discreta e aquele dom melódico que continua sendo sua assinatura mais impressionante. A presença de Ringo Starr em “Home to Us” reforça a sensação de reencontro com uma vida inteira de música; a canção “Momma Gets By”, encerramento do disco, é lindíssima e emocionante; “Come Inside” é um rock básico para ninguém colocar defeito. O que mais me fascina aqui é que McCartney não está tentando soar jovem. Pelo contrário: ele abraça as rugas da própria voz e transforma fragilidade em recurso expressivo. Não é um trabalho preocupado em impressionar; é um trabalho preocupado em lembrar. Aos 84 anos, McCartney continua demonstrando que a melodia ainda é uma das formas mais elegantes de inteligência. Tangolo Mangos - PEDAGIOS Y CARONASO álbum BRA-ROCK que mais me impressionou. Talvez você não saiba quem são os meninos dos Tangolo Mangos, mas deveria saber. Desde os primeiros lançamentos,a banda parecia interessada em transformar a música brasileira em uma espécie de laboratório psicodélico. Em PEDAGIOS Y CARONAS, entretanto, algo mudou. As experimentações continuam presentes, mas agora orbitam em torno de canções mais diretas e focadas. O disco mistura indie rock, psicodelia tropical, grooves brasileiros e uma energia de estrada que justifica perfeitamente seu título. O álbum possui a rara capacidade de soar expansivo sem se perder em excessos. Há momentos em que lembra a liberdade criativa dos Novos Baianos; em outros, a inquietação do manguebeat ou da cena alternativa baiana contemporânea. O que permanece constante é a sensação de deslocamento e de um disco extremamente jovial e brincalhão. Ouvir PEDAGIOS Y CARONAS é como viajar sem destino definido, aceitando que o valor da jornada está menos na chegada do que nas paisagens encontradas pelo caminho. O rock nacional não apenas respira aqui; ele parece correr de janelas abertas pela BR. The Coral - 388Depois de décadas explorando universos cada vez mais ambiciosos, o The Coral surpreende ao encontrar força justamente na simplicidade. 388 nasce de um impulso espontâneo: gravado ao vivo em Liverpool, em poucas tomadas e utilizando um gravador analógico TASCAM 388 que dá nome ao álbum, o disco privilegia calor, imperfeição e imediatismo. A banda mergulha em referências de soul, rocksteady, ska e pop sessentista, mas sem transformar o exercício em mera recriação histórica. Tudo passa pelo filtro muito particular que o grupo desenvolveu ao longo de sua trajetória, resultando em um trabalho que soa familiar e renovado ao mesmo tempo. O encanto de 388 está na naturalidade com que essas influências convivem. As canções parecem ter sido descobertas, e não construídas. Há um balanço constante entre melancolia e luminosidade, conduzido por melodias elegantes, harmonias vocais impecáveis e arranjos luminosos. Em vez de perseguir relevância ou modernidade, o The Coral aposta naquilo que sempre soube fazer melhor: criar músicas que parecem existir fora do tempo. O resultado é um disco profundamente musical, daqueles que revelam novos detalhes a cada audição. My New Band Believe - My New Band BelieveDepois do colapso criativo e da dissolução do Black Midi (que eu, inclusive, não sou lá muito afeiçoada), Cameron Picton reaparece com um trabalho que parece surgir de outro planeta. My New Band Believe é um disco de câmara pop, art rock e experimentalismo orquestral que rejeita completamente as convenções do rock contemporâneo. Gravado de forma quase artesanal, com dezenas de colaboradores e sem a lógica tradicional de demos, o álbum se desenvolve como uma coleção de pequenas narrativas fragmentadas, histórias que parecem encontradas ao acaso numa caixa de fotografias esquecidas. A instrumentação é rica, mas não excessiva; cada arranjo parece cuidadosamente colocado para ampliar o mistério das canções. O que me prende aqui é a sensação constante de estranhamento. Não há refrões óbvios nem resoluções confortáveis. Picton compõe como um romancista modernista: sugere mais do que explica. Em vários momentos, o álbum lembra a experiência de caminhar sozinho por uma cidade desconhecida, reconhecendo fragmentos de significado sem jamais enxergar o quadro completo. É um disco exigente, mas profundamente recompensador. Daqueles que não pedem para ser entendidos imediatamente; pedem apenas que você aceite habitar seu universo por alguns dias. Iceage - For Love of Grace & The HereafterDurante boa parte da carreira do Iceage, parecia improvável imaginar a banda associada a qualquer sentimento próximo da leveza. Surgidos como uma das forças mais intensas e turbulentas do pós-punk europeu dos anos 2010, os dinamarqueses construíram sua reputação sobre discos marcados por tensão, caos e uma energia quase autodestrutiva. No entanto, olhando em retrospecto, algumas canções já sugeriam uma mudança de direção. Pequenos lampejos de humor, melodias mais abertas e uma disposição para explorar emoções além da raiva começaram a aparecer discretamente em sua obra. Em For Love of Grace and the Hereafter, essa transformação finalmente se consolida. Sem abandonar completamente sua identidade, a banda troca parte do peso emocional por uma abordagem mais luminosa, espontânea e acessível. O álbum encontra o Iceage em um momento raro de conforto consigo mesmo. As guitarras continuam carregando traços do pós-punk, do rock alternativo e do garage rock, mas agora convivem com melodias mais amplas e refrões que soam quase celebrativos. Faixas como “Star” e “Ember” revelam uma banda interessada menos em confrontar o ouvinte e mais em envolvê-lo. Ainda existem momentos de sombra e inquietação, especialmente nas canções que preservam a tensão característica do grupo, mas a sensação predominante é de liberdade. Após anos de reinvenções e mudanças constantes, o Iceage parece ter encontrado um equilíbrio natural entre intensidade e beleza. O resultado é um disco que demonstra como amadurecer não significa perder força, mas descobrir novas formas de utilizá-la. Dry Cleaning - Secret LoveDesde o surgimento do Dry Cleaning, existe uma tendência de tentar decifrar suas músicas como se fossem enigmas. As letras fragmentadas de Florence Shaw, compostas por observações cotidianas, frases recolhidas ao acaso e associações inesperadas, frequentemente dão a impressão de esconder significados secretos. Em Secret Love, porém, a banda parece interessada em desmontar essa ideia. Embora as canções permaneçam ambíguas e abertas a interpretações, o que elas oferecem não é um quebra-cabeça a ser resolvido, mas um retrato sensível dos estados emocionais contraditórios que definem a vida contemporânea. O álbum amplia o alcance sonoro do grupo sem abrir mão de sua identidade, equilibrando pós-punk, art rock e experimentação com uma elegância cada vez mais refinada. O grande triunfo de Secret Love está na maneira como transforma vulnerabilidade em linguagem musical. As composições versam sobre ansiedade, desejo, solidão e estranhamento sem jamais recorrer a explicações fáceis. Shaw continua sendo uma narradora singular, capaz de construir imagens emocionais poderosas a partir de detalhes aparentemente banais, enquanto a banda cria paisagens sonoras que alternam delicadeza e tensão constante.. Mais expansivo do que seus antecessores, Secret Love demonstra uma banda confiante o suficiente para explorar novas possibilidades sem perder aquilo que a tornou única. Vince Staples - Cry BabyAo longo da carreira, Vince Staples construiu uma discografia marcada por reinvenções constantes, mas Cry Baby talvez seja o momento em que essas transformações soam mais naturais. O rapper californiano continua explorando as realidades sociais e emocionais que moldaram sua trajetória, porém o faz com uma abordagem menos confrontacional e mais introspectiva. A produção combina elementos de hip-hop contemporâneo, soul, R&B e texturas eletrônicas discretas, criando um ambiente sonoro sofisticado que serve de suporte para narrativas pessoais, reflexões sobre fama, identidade e sobrevivência. O aspecto que acho mais interessante de Cry Baby é sua capacidade de equilibrar lucidez e sensibilidade. Staples observa o mundo ao seu redor com olhar crítico, mas sem perder de vista as fragilidades humanas que existem por trás dos discursos e das aparências. Suas letras alternam momentos de ironia, desencanto e sinceridade, revelando um artista cada vez mais confortável em expor dúvidas e contradições. O resultado é um disco maduro, elegante e emocionalmente complexo, que reafirma Vince Staples como uma das vozes mais originais do hip-hop contemporâneo. The Olympians - In Search of a Revival Alguns discos chegam sem muito alarde e acabam se tornando companhia constante. Foi exatamente o que aconteceu com In Search of a Revival, dos Olympians. Por aqui, o álbum tocou sem parar durante semanas. Misturando soul instrumental, funk, jazz e arranjos inspirados nas grandes gravações dos anos 1960 e 1970, a banda cria um trabalho que soa clássico sem parecer preso ao passado. Os metais são exuberantes, os grooves são irresistíveis e cada faixa parece ter sido construída com cuidado. O que torna o disco especial é sua capacidade de transmitir emoção sem depender de uma única palavra. Há uma elegância natural nas composições e uma química impressionante entre os músicos, que fazem cada melodia soar viva e espontânea. Em vez de apenas reverenciar a tradição do soul, os Olympians conseguem capturar o espírito dessa música: calor humano, dinamismo e celebração coletiva. In Search of a Revival é daqueles álbuns que você coloca para tocar uma vez e, sem perceber, volta a ouvir no dia seguinte. E no outro. E no outro também. O senhor(a) é atualmente um(a) assinante gratuito(a) de Livraria Trabalhar Cansa. 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