O Banco Master empilhou milhões de contratos consignados para aposentados, com o aval do INSS durante anos. O MPF fala em “fraude massiva”, mas agora ninguém consegue dizer exatamente quem foi lesado, quanto foi perdido ou quem vai pagar a conta. Curiosamente, os descontos nos benefícios funcionavam direitinho. A eficiência serve apenas aos ladrões.
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O INSS afirma que não pode representar os aposentados porque a relação com o banco era “privada”. Ou seja: quando o dinheiro saía do bolso do aposentado via folha do INSS, tudo funcionava como política pública moderna e integrada. Mas, na hora da fraude, vira assunto particular. O cidadão que se foda. Que se vire com o banco liquidado, contratos suspeitos e burocracia infinita, tudo com o aval do INSS.
Milhares de idosos estão abandonados com os empréstimos que nunca pediram, cartões que jamais usaram e descontos que apareceram num abracadabra com aval do INSS.
O banco quebrou, os responsáveis seguem discutindo competências, mas os lesados que se fodam.
Definitivamente, no Brasil, o crime sempre compensa.
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