#Literatura: O Polonês, de J. M. Coetzee(3)O romance é narrado sob a perspectiva de Beatriz, uma moradora de Barcelona que se torna o objeto de obsessão de um pianista idoso
Parte 3O polonês, de J. M. Coetzee, tem menos de 200 páginas, poucos personagens e quase nenhuma trama secundária, o que o coloca só a um passo além da fronteira entre novela e romance. Coetzee deliberadamente optou pelo que se denomina “estilo tardio”, termo cunhado em 1937 pelo filósofo Theodor Adorno, que assim o descreveu: A maturidade das obras tardias não se assemelha àquela que encontramos nas frutas. Em sua maior parte, não são arredondadas, mas sulcadas, até mesmo castigadas. Desprovidas de doçura, amargas e espinhosas, não se entregam a um mero deleite. É verdade que em 1937, nem Adorno nem os intelectuais que o rodeavam estavam imbuídos de qualquer deleite. Nascido na Alemanha em 1903 de mãe católica e pai judeu há muito tempo convertido ao Protestantismo, cresceu em um ambiente de alta cultura. Estabeleceu-se como filósofo, foi logo muito reconhecido e disputado pelas melhores universidades. Apesar disso, sua paixão pela música o levou a Viena em 1924 para estudar intensamente com o compositor Alban Berg. Compôs peças musicais que tiveram sucesso e escrevia crítica musical e ensaios filosóficos. Pouco a pouco a ordem de prioridades inverteu-se novamente: retomou sua carreira de filósofo como principal. Também aí teve grande sucesso, o que contribuiu para chamar a atenção do Partido Nazista, àquela altura já maioria na Alemanha. Em 1933 seu departamento na Universidade de Frankfurt, bem como sua casa, foram saqueados, e sua licença como Professor Universitário revogada porque era “restrita a pessoas que pertencem à nação germânica por profundos vínculos de caráter e sangue”. Ou seja, de nada lhe ajudou o fato de sua mãe ser católica (portanto pela lei judaica ele não era judeu) e seu pai ter se convertido ao Protestantismo muitas décadas antes. Se os judeus de esquerda, hoje tão ávidos de se distanciar de sua identidade, aprendessem com a História, talvez ela seria diferente. Assine o NEIM e compartilhe o nosso conteúdo. Continue a leitura com um teste grátis de 7 diasAssine Não É Imprensa para continuar lendo este post e obtenha 7 dias de acesso gratuito aos arquivos completos de posts. Uma assinatura oferece a você:
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DICAS DO ZE
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segunda-feira, 26 de outubro de 2026
#Literatura: O Polonês, de J. M. Coetzee(3)
#Agamenon: perdeu, playboy!
#Agamenon: perdeu, playboy!Se Lula não virar o Maomé da esquerda, vai se transformar no Peron Brasileiro, para desespero de todos nós.
E começou a corrida eleitoral rumo ao Palácio do Planalto em 2030. É assim que funciona no Brasil, Lula depois dos próximos 4 anos de mandato, já tem reserva confirmada no Retiro dos Artistas. E claro, não vai deixar nenhum sucessor e o PT, sem Lula e sem comando, se fragmenta na luta pelo poder entre as as dezenas de facções que se abrigam no guarda-chuva petista. O problema é se todas as “tendências” se declararem os verdadeiros herdeiros do Profeta e aí já viu, né? Se Lula não virar o Maomé da esquerda, vai se transformar no Peron Brasileiro, para desespero de todos nós. Se tem coisa que vive de “racha” é igreja evangélica, sociedade lacaniana e partido político O que vale é que “a voz rouca e gaguejante das urnas” acabou se rendendo ao povo na rua. A grande vitoriosa destas eleições foi a mobilização popular. Independentemente da posição política do cidadão nada, mas nada, substitui o povo nas ruas. A disputa acirrada entre Lula e Bolsonaro revelou a importância da política na vida do cidadão. Sobretudo aos mais jovens. É aquela história: quem não se interessa por política está condenado a ser governado por aqueles que se interessam, principalmente aqueles que fazem da política de plataforma para seus interesses pessoais. Assine o NEIM e compartilhe o nosso conteúdo. As redes digitais são importantes, mas o povo na rua é que o forja o patrimônio cívico que mete medo nos políticos e magistrados de rabo preso que acham que não devem satisfação a ninguém. Como não poderia deixar de ser o Kássio Nunes Marques, presidente do TSE, Tribunal Superior Escrotal, tratou de esculhambar o processo eleitoral. Sem saber que decisão tomar sobre o horário do fechamento das urnas, trancou-se num quartos com, provavelmente, cinco putas para refletir sobre o assunto. O fato é que o Brasil nunca esteve tão dividido. Os únicos que tem alguma unidade são os políticos no exercício da corrupção e do auto enriquecimento ilícito e o Crime Organizado, aliás a única coisa organizada no país. Hoje metade dos brasileiros acordou de cabeça inchada, a outra metade acordou de ressaca. Eu, como todo humorista que se preza, já estou pronto para sacanear o Lula a partir de agora e pelos próximos quatro anos. Ainda bem. Marcelo Madureira é humorista do Casseta & Planeta e junto com o Hubert (também do Casseta & Planeta) produze conteúdo para o canal do jornalista Agamenon Mendes Pedreira no Substack. Chega lá e “assassina”.
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