#Literatura: O processo, de KafkaO meu encontro com um dos autores que mudaram a literatura moderna
Parte 1 No final dos anos 1960 meus pais compraram uma casa muito velha, grande suficiente para acomodar a residência e a clínica. Na reforma, modernizaram boa parte, mas mantiveram um espaço que eu aproveitei muito: uma biblioteca quase separada da parte social. Ali só havia um sofá em que eu afundava e esquecia do tempo, um lustre de luz amarelada e uma estante de parede inteira, onde as grossas prateleiras de cerejeira quase desapareciam entre dezenas de livros sobre tudo. Um Shakespeare ou outro, alguns volumes desgarrados da Encyclopedia Britannica, um guia para o Parque Nacional de Yosemite, alguns romances descartáveis tipo Nora Roberts. Até um livro autografado por Haroldo de Campos encontrei. E alguns tesouros aqui e ali. Meu pai nos desafiava a ler tudo: livros, bula de remédio, dicionários, livros, livros, e mais alguns livros, sem censura de idade ou assunto. Pois bem, eu passava horas ali folheando um e outro, às vezes um me agarrava pelas orelhas e eu já não conseguia largar. Assim foi com um livrinho amarelo, uma edição antiga de páginas estreitas. Um inseto que eu não conseguia identificar tomava quase toda a capa. Achei que fosse sobre insetos, que, aos doze anos já me interessavam muito, ainda mais porque o título era Metamorfose. Assine Não É Imprensa para desbloquear o restante.Torne-se um assinante pagante de Não É Imprensa para ter acesso a esta publicação e outros conteúdos exclusivos para assinantes. Uma assinatura oferece a você:
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DICAS DO ZE
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segunda-feira, 17 de agosto de 2026
#Literatura: O processo, de Kafka
#Agamenon: Queridos do querido passado
#Agamenon: Queridos do querido passadoÉ preciso cultivar a lembrança daqueles que nos foram tão importantes em nossa vida e que, subitamente, desapareceram, mas ainda estão vivendo suas vidas
Este fim de semana me dediquei a uma viagem ao meu passado mais remoto. Mergulhei no Paraná profundo, embiquei lá para os lados de Mallet, Rio de Claro do Sul, próximo a União da Vitória, quase fronteira de Santa Catarina. Fui em busca da Kondia Stasiak, que junto com a Teresa Lachmann, foi a minha babá no final dos anos 60 do século passado. Passado tantos anos, mais de meio século, é preciso coragem e determinação para revisitar as nossas memórias mais distantes. Partindo de Curitiba, na direção de Irati, são mais de quatro horas na direção do Brasil mais ucraniano que se possa imaginar. Assine Não É Imprensa para desbloquear o restante.Torne-se um assinante pagante de Não É Imprensa para ter acesso a esta publicação e outros conteúdos exclusivos para assinantes. Uma assinatura oferece a você:
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#UmAsiloNaSalaOval
#UmAsiloNaSalaOvalMédico que anteviu demência de Biden questiona a saúde de Trump
Em 2024, Jonathan Reiner era um médico querido pelos trumpistas. Ele foi um dos primeiros a questionar se Biden estava ficando gagá. Ok. Ele não disse gagá, mas “com a cognição comprometida”. A gente tá aqui para facilitar. Na época, Reiner dizia perceber problemas sérios de atenção e coerência nos discursos de Biden. A coisa foi piorando até o fatídico debate com Donald Trump, em que o mundo inteiro teve certeza que Biden estava gagá e “com a cognição comprometida”. Assine Não É Imprensa para desbloquear o restante.Torne-se um assinante pagante de Não É Imprensa para ter acesso a esta publicação e outros conteúdos exclusivos para assinantes. Uma assinatura oferece a você:
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