Ontem, li um artigo curioso no Corriere della sera, sobre o velho Horácio ainda ser um dos autores latinos mais presentes na linguagem cotidiana, pelo menos na cultura europeia. Naquela mesma cultura que a nova direita insiste em dizer que morreu, para idolatrar o classicismo de drywall e o liberalismo monetário dos EUA.
Para o autor do artigo, Gianpiero Rosati, professor de literatura latina da universidade de Udine, a força de Horácio não estaria apenas no conteúdo de suas ideias, mas também na precisão formal com que as exprimiu, com frases breves, imagens fortíssimas e fórmulas memoráveis que atravessaram os séculos e continuam em circulação.
Virgílio, Horácio e Vário na casa de Mecenas; Charles François Jalabert (1819)...
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A crise alemã deixou de ser apenas um tema de economistas e diplomatas para se transformar em sintoma cultural de uma Europa em busca de identidade. O país que durante décadas foi visto como sinônimo de estabilidade econômica, eficiência estatal e liderança política, hoje enfrenta crise, instabilidade e uma forte sensação de perda de rumo, como, alias, toda a Europa.
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A guerra com o Irã alterou profundamente as relações dos Estados Unidos no Oriente Médio. A aliança com a Arábia Saudita, aliada histórica, se tornou bastante complicada. Os sauditas continuam dependentes dos EUA em vários aspectos militares, mas passaram a desconfiar da proteção americana, o que fez com que buscassem alternativas diplomáticas e defensivas.
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