Romeu Zema se diz pré-candidato à Presidência pelo Novo. Mas foi desconvidado de um evento do próprio partido em Santa Catarina após criticar Flávio Bolsonaro por ter pedido 120 milhões a Daniel Vorcaro.
A direção catarinense do Novo afirmou que o momento político exige união da direita para construir uma alternativa competitiva contra o PT em 2026 e chegou a ameaçar não apoiar a indicação de Zema como candidato presidencial caso não haja mudança em sua comunicação.
Para os dirigentes catarinenses do Novo, unir a direita é continuar puxando o saco da família Bolsonaro, sem questionar os esqueletos no armário de Flavio, que já foi responsável pelos acordos espúrios que o pai teve que bancar para livrar o seu tesoureiro familiar de enroscos com a Justiça.
As críticas de Zema começaram depois da divulgação de áudios em que Flávio Bolsonaro pede dinheiro de Vorcaro para financiar a cine-idolatria “Dark Horse”. Até agora Flavio não conseguiu explicar onde foi parar a grana. Também não se comprometeu a prestar contas do filme nacional mais caro da história.
Zema chamou o episódio de “imperdoável”, mas tentou fugir do assunto quando tomou bronca do próprio partido. Mas voltou a criticar Flávio, dizendo que “quem anda com bandido merece ser visto com cautela”. A fala gerou reação imediata de Eduardo Bolsonaro, que atacou Zema nas redes sociais e defendeu rompimento com o Novo.
Questionado pelo UOL sobre ter sido desconvidado pelo próprio partido, Zema disse apenas que é bem recebido pelos catarinenses e que voltará ao estado.
Em evento posterior ao lado de Flávio Bolsonaro, Zema arregou, dizendo que está olhando para o futuro e defendeu que a direita estará unida no segundo turno, apesar das divergências. Também disse acreditar que a parceria entre Novo e PL nos estados segue bem e que a fala de Eduardo Bolsonaro foi uma opinião pessoal.
Enfim, depois de tudo, Zema acabou se conformando com a ideia de que unir a direita é continuar puxando o saco da família Bolsonaro.
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