*Por Amadeu Crisóstomo Depois de quase dois anos impedido de entregar meus relatórios por determinação das forças supremas, obtive, enfim, uma autorização provisória do Supremo Tentaculário Jusquimérico para retomar a divulgação do Tratado neste prestigioso sítio. A licença veio úmida e viscosa, como tudo o que escorre das repartições abissais. Foi-me concedida, naturalmente, pelo nobre amor à ciência. Há, em Lulil, uma conhecida veneração pelo conhecimento, sobretudo aquele que descreve algas, mede salinidades, enumera conchas e reconhece moluscos como grandes seres governativos. Retomo, portanto, meus relatos com a gratidão devida aos superiores organismos, pois as pesquisas no Reino de Lulil registraram, recentemente, um fenômeno de rara importância para a teratologia dos mares profundos. O cefalópode-mor falou aos pequenos numerídeos, animais jovens do Reino que foram premiados por sua habilidade de reconhecer erros, lidar com problemas e não aceitar resultados falsos apenas porque foram anunciados com solenidade. São criaturas que não aderiram ao polvo por completo, estão ainda em formação lulemática. Assine Não É Imprensa para desbloquear o restante.Torne-se um assinante pagante de Não É Imprensa para ter acesso a esta publicação e outros conteúdos exclusivos para assinantes. Uma assinatura oferece a você:
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sexta-feira, 26 de junho de 2026
#ReinoDeLulil3
#Interlúdio: quem influencia o influencer?
#Interlúdio: quem influencia o influencer?No Brasil, influenciadores digitais já pesam mais na decisão de compra do que em quase qualquer outro país
Sou viciado em estatística. Minha cabeça é infernizada por números que nem sempre sei de onde saíram. Ontem fui apresentado a uma pesquisa feita pelo agência Statista. Ela mostra o Brasil como o país em que os influenciadores digitais são mais influentes na hora da compra do que em qualquer outro lugar do mundo. Dos entrevistados brasileiros, 48% disseram que, em 2025, já ter compraram um produto apenas porque ele foi anunciado por celebridades ou influenciadores. O dado era 36% em 2019. Assine Não É Imprensa para desbloquear o restante.Torne-se um assinante pagante de Não É Imprensa para ter acesso a esta publicação e outros conteúdos exclusivos para assinantes. Uma assinatura oferece a você:
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#Cultura: O Pelé, o Brasileiro, a Netflix e a Copa
#Cultura: O Pelé, o Brasileiro, a Netflix e a CopaParece difícil admitir que nasça entre nós, meros mortais, criaturas que estejam acima da cretinice ou da pasmaceira do mundo.
Existe uma minissérie da Netflix muito representativa do que o brasileiro tem feito com a cultura. Entre pequenos acertos e muitos erros, graças a um ou outro talento individual, o conjunto até marca alguns golzinhos espíritas, mas não dá para ganhar uma Copa. O caso é a produção audiovisual sobre o tricampeonato em 70. Com a boa atuação de Rodrigo Santoro e a do filho do genial Chico Anysio, Bruno Mazzeo, a minissérie, ao mesmo tempo que diverte e até emociona, consegue fazer um dos maiores desserviços que já vi por essas bandas. Muito mais que isso, consegue cometer uma das maiores injustiças do universo conhecido. Com a obsessão por historicizar tudo, sobretudo tendo a ditadura militar como referencial, pintaram um Pelé inseguro, desequilibrado, fraco, baixo-astral e, por que não dizer, frouxo. Tudo o que o Rei nunca foi. O próprio Tostão já desmentiu essa infâmia... Assine Não É Imprensa para desbloquear o restante.Torne-se um assinante pagante de Não É Imprensa para ter acesso a esta publicação e outros conteúdos exclusivos para assinantes. Uma assinatura oferece a você:
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