#AComédiaAntesDaComédiaA fé, o riso popular e a crítica social que prepararam o teatro para o gênio de Molière
Antes de Molière, o teatro francês era uma praça em movimento. Não tinha ainda o brilho regulado das grandes salas nem a autoridade tranquila dos clássicos. Nascia entre sinos, procissões e mercados, misturando o sagrado e o riso, a oração e a careta, o mistério da fé e a malícia do povo. A cena podia ser uma rua, um tablado, uma festa; e os atores, muitas vezes, pareciam sair da própria multidão que os assistia. Nos mistérios medievais, Deus descia à cidade pela voz dos homens. Os santos, os anjos, os demônios e os pecadores ocupavam o mesmo espaço que os artesãos, os comerciantes e as crianças curiosas. Mas, ao lado da solenidade religiosa, crescia uma gargalhada indisciplinada. A farsa ridicularizava maridos enganados, médicos ignorantes, juízes vaidosos, velhos avarentos. O povo reconhecia ali seus medos e seus vícios, e ria porque o riso também sempre foi uma forma de verdade... Assine Não É Imprensa para desbloquear o restante.Torne-se um assinante pagante de Não É Imprensa para ter acesso a esta publicação e outros conteúdos exclusivos para assinantes. Uma assinatura oferece a você:
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domingo, 7 de junho de 2026
#AComédiaAntesDaComédia
#OqueSobrouDoIrã
#OqueSobrouDoIrãOs iranianos estão diante de uma transição perigosa: depois de saírem devastados pela guerra, terão de enfrentar uma infinita guerra pela paz
Antes dos EUA e Israel jogarem bombas na cabeça dos aiatolás, o Irã vivia num barril de pólvora. Crise econômica aguda, repressão violenta, censura e protestos diários balançavam o regime. Parecia só precisar de um empurrão para derrubar o autoritarismo teocrático. Hoje, segundo uma matéria do The Guardian, começam a surgir debates sobre o futuro do país. Há quem defenda maior abertura, enquanto outros argumentam que o Irã deve continuar a apostar em desenvolvimento autônomo, sem depender do Ocidente. O ponto decisivo será se Donald Trump aceitará aliviar as sanções, desbloquear ativos e reduzir o estrangulamento econômico sobre o Irã... Assine Não É Imprensa para desbloquear o restante.Torne-se um assinante pagante de Não É Imprensa para ter acesso a esta publicação e outros conteúdos exclusivos para assinantes. Uma assinatura oferece a você:
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#Agamenon: Que Criméia é esta?
#Agamenon: Que Criméia é esta?Já dizia o Moreira da Silva, o Kid Morengueira, para se topar com uma encrenca basta andar distraído
A coisa ficou russa pro meu lado. E não foi salada, nem roleta, nem montanha. Como meus 17 leitores e meio estão cansados de saber (sempre é bom lembrar que entre meus leitores fiéis existe um anão), semana passada não escrevi. Embora saiba muito bem que isso não faz a menor diferença reconheço que, além da Polícia e da Receita Federal, muitas pessoas me seguem como se eu fosse uma Virginia Fonseca, a lavadeira das bets. Pois bem , fiquei encalacrado na fronteira entre a Rússia e a Ucrânia no meio de uma chuvarada de drones que vinham de tudo o que era lado. Correspondente de guerra , calejado e cascudo, entrei na primeira russa que ia passado e alí, naquela furna escura e úmida, passei alguns dias escondido e escapei da carnificina. Tive que dividir o meu bunker improvisado com um monte de soldados, num entra e sai ritmado e intenso, posto que a eslava estava na promoção. A minha missão era estabelecer a paz entre os soviéticos e os traumatismo ucraneanos. Foi em vão. Aqui parece Brasília, ninguém se entende. Mas, em compensação, ninguém tem razão. Tentei falar com os dois Vladimires, Putin e Zelinski, mas em comum eles só tem o nome e que ambos estão envolvidos no escândalo do Banco Master, mas até aí morreu Tancredo Neves: quem é que não está? Na Rússia tudo vem escrito no analfabeto cirílico e eu que não sei ler nem em português (só sei escrever), me vi subitamente ignorante bilingue. Nem no toalete correto eu conseguia acertar, o que dirá no vaso sanitário. A única vantagem é que passei 10 dias seguros e tranquilos distante do Brasil. Agamenon Mendes Pedreira é o Neimar Jr. da imprensa brasileira. ____________________ Por Marcelo Madureira, perdido na Rússia há mais de 100 dias. Conheça o Substack do Agamenon 👇
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