A CazéTV viveu, em poucos dias, os dois lados de ser um fenômeno de massa. De um lado, sofreu um cancelamento por fazer publicidade de casa de apostas. Até o Conar, que andava sumido, ressurgiu pedindo a suspensão das propagandas e questionando a mistura entre conteúdo esportivo e merchandising feito por narradores, apresentadores e comentaristas.
O interessante é que o mercado inteiro do futebol já vive cercado por bets. As grandes emissoras, inclusive.
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Mas mesmo cancelada por seu modelo comercial, a CazéTV bateu recorde histórico na na transmissão do jogo de ontem entre Brasil x Japão. Foram 21 milhões de dispositivos conectados.
E a gente pensando que o brasileiro não tinha mais interesse na Copa.
Em ano de eleição, com os candidatos mais desonestos da história, o brasileiro prefere ter esperança num time que não inspira confiança em ninguém – mas pelo menos não rouba dinheiro público.
De qualquer forma, considerando a audiência, o cancelamento da CazéTV tem muito mais a ver com aqueles negócios tocados por agências de publicidade do que por rejeição moral das bens pelo público.