Quando os antigos gregos perguntavam “o que existe?” e “por que as coisas são como são?”, não estavam apenas inaugurando a filosofia, mas abrindo uma investigação que ainda hoje nos acompanha.
Nenhum pensador levou essa pergunta tão longe quanto Aristóteles. Sua Metafísica, frequentemente chamada de “filosofia primeira”, não é um exercício de abstração distante do mundo, mas uma tentativa de compreender os princípios mais profundos da realidade. Diferentemente de seu mestre Platão, que buscava a verdade num reino de Ideias perfeitas e separadas das coisas sensíveis, Aristóteles parte da experiência concreta: a árvore, o animal, a pedra, o ser humano. É olhando para o mundo que ele procura descobrir as leis universais do ser.
Rafael, Escola de Atenas, 1509–1510...
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Donald Trump entrou no Oriente Médio como quem é anunciado num palco de convenção empresarial: peito estufado, frases de impacto e a convicção de que qualquer conflito milenar pode ser resolvido com um planejamento estratégico e uma convenções de vendas com palestras sobre força, vitória e mentalidade vencedora.
O problema é que o bloqueio do Estreito de Ormuz não é uma questão de logística que pode ser resolvido mudando o fornecedor, Teerã não é uma startup em crise, o Hezbollah não é um departamento de marketing de guerrilha e a história do Oriente Médio jamais aceitou ser resumida em slide com objetivos, metas e uma setinha indicando novas oportunidades comerciais.
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Flávio Bolsonaro ainda não conseguiu convencer nem os próprios aliados de que sua candidatura merece algum respeito. Diante da resistência interna, por conta de uma série de escândalos irremediáveis, ele precisou recorrer a uma cartinha do mentecapto-pai, transformado mais uma vez em fiador, cabo eleitoral e autoridade suprema de um grupo político que se demonstra cada vez mais inútil.
Quando um candidato precisa carta de apresentação para ser aceito pelo próprio campo político, talvez o problema não esteja apenas na estratégia de comunicação, como supõe o presuntinho de Miami.
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