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DICAS DO ZE
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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026
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#Mamonarquia
Se o teste de QI no Brasil fosse substituído pelo título de eleitor, o resultado seria sempre negativo. Caso contrário não teríamos um presidente ex-presidiário e um ex-presidente presidiário. O povo brasileiro é tão submisso e limitado que os estelionatários nem precisam mais de criatividade. Basta repetir um ou dois clichês que o golpe é consumado. Flávio Bolsonaro, príncipe das rachadinhas e dono da mansão mais milagrosa do país, resolveu subestimar o brasileiro de um jeito que nem o próprio Lula teve audácia. Ele quer emplacar a Mamonarquia: o direito divino de quem nunca pegou em uma enxada de continuar sugando as tetas públicas até o país secar. Nem o coronel moribundo do PT, que está cada dia mais com o pé no cova sem conseguir emplacar um sucessor, tentou convencer o país de que o Lulinha era o herdeiro do trono só pelo sobrenome. Mas o clã Bolsonaro acha que o eleitor é tão acéfalo que basta ter o sangue da família (que na verdade é bosta correndo nas veias) para ser digno de sentar na cadeira presidencial. O Zoológico dos Herdeiros Qualquer pessoa com dois neurônios funcionais percebe que, se o patriarca já foi um desastre completo, os filhos são apenas o rascunho do inferno.
O Filho Pródigo do Centrão E não podemos esquecer do Flávio, o filho da puta com cara de sonso. Ele é o grande arquiteto da entrega das nossas esperanças para o Centrão. Se o papai não tivesse destruído o país e melado as investigações para salvar o filhinho querido da cadeia, talvez o Lula ainda estivesse vendo o sol nascer quadrado. Mas, como ele sabe que um público que idolatra um lixo como o pai dele só pode sofrer de demência coletiva, Flávio dobra a aposta. Ele finge esquecer que foi o seu clã que aniquilou a direita, atacando qualquer um que não quisesse ser capacho do papai. Nesse exato momento estão descendo o pau no Nikolas, pois se o parasita não permanecer de cabeça baixa e submisso será exterminado pela família. Mas aí, com a cara de pau de quem finge nunca ter conhecido o Queiroz, Flávio parece pedindo “união” de “todes”. Cuzão. Flávio nos chama de idiota quando promete a mesma coisa que o pai prometeu e não cumpriu. Mesmo tendo prometido acabar com a reeleição, Bolsonaro não só tentou ser reeleito como continua tendo chiliques homéricos por ter perdido. Tentou até um golpe militar, provavelmente porque a promessa de “acabar com a reeleição” seria cumprida acabando com as eleições de vez. E agora o filho corrupto dele promete a mesma coisa? Vai pra puta que pariu! Isso é nós chamar de idiota! Todo dia o Mr Rachadinha faz live chorando e limpando as lágrimas com a bandeira do Brasil. É patético. Quem chora com hora marcada e câmera ligada não é sensível, é psicopata. A psicopatia é a grande herança da família. Flávio chora pela prisão do papai. Já as pessoas presas depois de anos sendo inflamadas por ele e pelos irmãos foram esquecidas. Quando Bolsonaro foi preso, elas simplesmente deixaram de existir, perderam a utilidade na narrativa. Vai chorar mesmo pelo papai? O que Flávio chama de campanha nós chamamos de teatro barato para um público alienado. Eles contam com a burrice do brasileiro para implementarem a Mamonarquia (Monarquia de quem Mama nas nossas tetas). Eu espero que as pessoas acordem a tempo e expurguem esses merdas. Enquanto eles se acharem os coronéis da direita não existe qualquer sinal de esperança para uma oposição competente e saudável. O lugar desse clã não é no trono. É na lata de lixo da história. Atualmente, você é um assinante gratuito de Não É Imprensa. Para uma experiência completa, atualize a sua assinatura. © 2026 Não é Imprensa |
#Literatura: Montaigne e a arte de pensar
#Literatura: Montaigne e a arte de pensarNos "Ensaios", ele transforma a instabilidade da vida em método de pensamento
Ler Montaigne hoje é confrontar um paradoxo: um autor frequentemente considerado difícil, distante e erudito revela-se, na verdade, um dos mais próximos intérpretes da experiência humana. Seus Ensaios, com sua forma fragmentária e cheia de digressões, parecem resistir à leitura apressada. No entanto, é justamente nessa recusa de linearidade que reside sua força: Montaigne não pretende ensinar verdades, mas acompanhar o movimento incerto do pensamento. Escrevendo em meio às guerras religiosas do século XVI, ele testemunhou um mundo dilacerado por certezas absolutas. Sua resposta não foi a construção de um sistema, mas a adoção do ceticismo como método. Diante da violência produzida por convicções inabaláveis, Montaigne escolhe a dúvida como forma de lucidez. Seu célebre “Que sais-je?” (O que sei) não é um gesto de ignorância, mas de prudência intelectual — um reconhecimento dos limites humanos diante da complexidade do real. Essa postura está profundamente ligada à sua vida. Educado de maneira humanista e incomum, habituado desde cedo à liberdade intelectual, Montaigne desenvolveu uma aversão às imposições rígidas e às verdades dogmáticas. Sua experiência como magistrado e político reforçou essa visão: ao observar os conflitos de seu tempo, percebeu que a razão, quando capturada por ideologias, pode se tornar instrumento de barbárie. Sua retirada para a vida privada não foi fuga, mas uma tentativa de compreender o mundo a partir de si mesmo. Os Ensaios nascem desse gesto: escrever como quem pensa, e pensar como quem experimenta. Não há um sistema fechado, mas um processo contínuo de revisão e autoconhecimento. Montaigne transforma a própria instabilidade em método, fazendo do “eu” um campo de observação onde o humano se revela em suas contradições. Ao falar de si, ele fala de todos — não por generalização, mas por reconhecimento da condição compartilhada. Em tempos igualmente marcados por excesso de certezas, polarizações e ruído, Montaigne oferece uma alternativa rara: a inteligência que hesita, o pensamento que pesa antes de afirmar, a liberdade que nasce da consciência dos próprios limites. Ler Montaigne não é encontrar respostas, mas aprender um modo de olhar — mais atento, mais tolerante e menos arrogante diante da complexidade do mundo. _______________ Ensaios
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