#Literatura: O processo, de Kafka(2)A obra, a técnica, os conflitos e a resultante visão de mundo que Kafka nos legou
Parte 2 Franz Kafka nasceu em 1883 e morreu em 1924. Nessas poucas décadas escreveu três romances (O processo, O castelo e América), dezenas de novelas e contos, parábolas bíblicas e o que ele chamou de “contemplações”, como Metamorfose, Um médico rural, A colônia penal, além de outros. Deixou um diário escrito entre 1909 e 1923, onde se lê observações pessoais, fragmentos do que viriam a ser contos ou romances, reflexões, dúvidas, auto-crítica. É encantador e dolorido ao mesmo tempo a leitura dos Diários, porque por um lado fica evidente a necessidade que ele tinha de escrever, e por outro, a profunda dúvida, quase desprezo pelo valor de sua escrita. O impasse entre arte e trabalho laboral foi para ele um tormento perpétuo. Precisava do trabalho no escritório para seu sustento, mas também para não ter de pedir ajuda ao pai. Os clientes da Seguradora atendidos por ele ficavam encantados com a atenção que lhes dispensava. Era um funcionário exemplar. Mas não passava um dia sequer em que não lamentasse em seus Diários o tempo que isso roubava da escrita, tão indispensável como respirar. Quando não escrevo, estou morta, dizia Clarice. Era assim que ele se sentia. Continue lendo este post gratuitamente no app Substack
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segunda-feira, 24 de agosto de 2026
#Literatura: O processo, de Kafka(2)
#FilmeDeTerror
#FilmeDeTerrorA política tem atraído um número cada vez maior de picaretas sem escrúpulos cujo único interesse é se dar bem
O Brasil é um país muito doido. O filho desta Mãe Gentil só dá dor-de-cabeça, se metendo com gente que não deve, emaconhado o dia inteiro na base do “tóchico”. Se o Brasil tivesse pai e mãe já teria sido internado numa clínica de “rehab” sem data para saída. Se não vejamos: em qualquer área da Ciência, do Pensamento, do Empreendimento o país tem milhares de cidadãos virtuosos de alto nível, reconhecidos mundialmente e todos tem uma coisa em comum. Estão todos a milhares de quilômetros do Poder. Por quê? Ora porque! Ao contrário, o “Brasil Muito Doido” é governado por Lulas, Bolsonaros, Alcolumbres, Hugos Mottas, GilmaresMendes et caterva. Aqui no Rio de Janeiro já é tradição, o sujeito sai do Palácio do Governo e vai direto para penitenciária. Para economizar, deveriam incorporar o Palácio das Laranjeiras ao Complexo Penitenciário de Bangú e assim se economizava, pelo menos, no transporte. A Política talvez seja uma das melhores e mais sofisticadas construções da Civilização. Através da política, a Sociedade se organiza em torno do Aparelho de Estado, de preferência de forma democrática, e os políticos disputam o poder, através do voto. São eleitos os melhores projetos e cidadãos capazes de conduzir o país no seu conjunto. A ideia é proporcionar melhor qualidade de vida para todos. Assim seria, mas não é. Paradoxalmente, a política, tem cada vez mais atraído um número maior de picaretas sem escrúpulos cujo único interesse é se dar bem. Muito bem. E esqueçam-se ideologias, propostas e negociações. Só valem as negociatas. Assine o NEIM e compartilhe o nosso conteúdo. Estou na dúvida com relação as eleições de 2026. Estou “polarizado”: não sei se vou para Lisboa ou para Miami. E não estou sozinho. É cada vez maior o número de brasileiros que transferem seu patrimônio e domicílio fiscal para alhures, pois já não confiam mais na construção de um Brasil civilizado. Nos últimos meses, bilhões e bilhões de dinheiros têm abandonado o país em busca de portos mais confiáveis. Não se pode esquecer de que, quem banca toda esta fuzarca, além dos impostos escorchantes, são, em último termo, o dinheiro dos depositantes nos Bancos que, por sua vez, negociam os títulos públicos a taxas de juros cada vez mais estratosféricas. Eu já vi esse filme, com o Robespierre no papel principal. Não é um filme de amor nem com um final onde todos vivem felizes para sempre. Ao contrário. Vai dar ruim. E vai faltar corda pra enforcado. Corda aliás que, está cada vez mais esticada e, todo mundo sabe, sempre rompe no lado mais fraco: os pobres. Marcelo Madureira é humorista do Casseta & Planeta e , junto com o Hubert ( também do Casseta & Planeta) produzem conteúdo para o canal do jornalista Agamenon Mendes Pedreira no Substack. Chega lá e “assassina”.
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