#Literatura: O som e a fúria, de William FaulknerA obra em que Faulkner anunciou sua estética — interioridade complexa, pontos de vista mutáveis, o tempo tornado elástico e uma compaixão feroz, por vezes brutal, por seus personagens
Parte 1 William Faulkner (1897–1962) figura entre as personalidades centrais da literatura americana do século XX, um romancista e contista cujas experimentações com a forma narrativa e o foco profundo no Sul dos Estados Unidos remodelaram a ficção moderna. Nascido em New Albany, Mississippi, em 25 de setembro de 1897, Faulkner passou a maior parte de sua vida em Oxford, Mississippi, um lugar que se tornou o solo imaginativo de seu condado fictício Yoknapatawpha. Sua origem familiar, educação e experiências iniciais — junto com sua leitura voraz e ambições teatrais — moldaram um escritor obcecado por história, memória, decadência e pelas consequências intergeracionais do passado sulista. Os anos formativos de Faulkner foram marcados tanto por privilégios quanto por instabilidade. Criado principalmente por sua mãe e pelos avós paternos após o casamento de seus pais se tornar tenso, ele absorveu histórias de família, honra e perda. Frequentou brevemente a University of Mississippi, mas saiu sem diploma; serviu na Royal Air Force (em treinamento nos Estados Unidos) durante a Primeira Guerra Mundial, mas não chegou a ver combate. Após a guerra viveu ora em New Orleans, ora em Nova York, escrevendo roteiros teatrais, peças para revista e contos. Seus primeiros romances, incluindo Soldiers’ Pay (1926) e Mosquitoes (1927), mostram um jovem autor ainda em busca de estilo. A publicação de O som e a fúria, em 1929, marcou uma maturação decisiva: é a obra pela qual Faulkner anunciou sua estética — interioridade complexa, pontos de vista mutáveis, o tempo tornado elástico e uma compaixão feroz, por vezes brutal, por seus personagens... Assine Não É Imprensa para desbloquear o restante.Torne-se um assinante pagante de Não É Imprensa para ter acesso a esta publicação e outros conteúdos exclusivos para assinantes. Uma assinatura oferece a você:
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segunda-feira, 29 de junho de 2026
#Literatura: O som e a fúria, de William Faulkner
#AiatolásDePutin
#AiatolásDePutinGarry Gasparov afirma que para combater o Irã é preciso também combater Putin
O eterno enxadrista russo Garry Kasparov escreveu um artigo interessante onde afirma que a crise envolvendo o Irã deve ser entendida também a partir da guerra entre Rússia e Ucrânia. Para ele, esses conflitos não são episódios isolados, mas partes de uma mesma disputa internacional em que regimes autoritários cooperam entre si. A Rússia e o Irã aparecem, no texto, como aliados estratégicos que compartilham armas, tecnologia militar e interesses políticos. Assine o NEIM e compartilhe o nosso conteúdo. Kasparov destaca especialmente o papel dos drones iranianos Shahed, usados pela Rússia em ataques contra cidades e infraestrutura ucraniana. Segundo ele, a Ucrânia acumulou experiência importante no combate a esse tipo de ameaça, mas os Estados Unidos não aproveitaram plenamente esse conhecimento, quando não deu apoio apoio a Zelensky e nem permitiu ações mais fortes contra instalações russas ligadas à produção de drones. Gasparov também chama atenção para o fato de que a cooperação militar entre Moscou e Teerã funciona nos dois sentidos. O Irã ajuda a Rússia com drones e treinamento, enquanto a Rússia fornece ao Irã armas, equipamentos e apoio tecnológico. Para Kasparov, isso mostra que enfraquecer apenas um desses regimes não basta, pois eles se sustentam mutuamente e ampliam sua capacidade de desafiar os interesses ocidentais. A conclusão do artigo é que qualquer política séria contra o Irã precisa levar em conta a guerra na Ucrânia. Kasparov afirma que elas estão ligadas e defende que os Estados Unidos e seus aliados apoiem mais fortemente os ucranianos, inclusive com equipamentos militares já disponíveis, para reduzir a capacidade russa e, indiretamente, também enfraquecer a capacidade do Irã. Em sua visão, combater essa aliança autoritária exige uma estratégia integrada, e não respostas separadas para cada crise isolada.
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