A China recebeu Donald Trump – e todo o seu entourage de técnicos de computador bilionários — com a solenidade reservada aos encontros históricos. Salões dourados, tapetes vermelhos e toda aquela parafernália diplomática. Ao redor de Trump e Jinping movia-se uma caravana de empresários e executivos, como se fossem os novos aristocratas de um império econômico global. O século XXI já não pertence aos diplomatas e nem aos generais, mas aos engenheiros de chips, aos magnatas da tecnologia, aos donos das misteriosas rotas do capital, dos dados e dos algoritmos. Assine o NEIM e compartilhe o nosso conteúdo. O poder agora passa pelos microprocessadores de Taiwan, pelos minérios arrancados de algum país da periferia global, pelas cadeias industriais que, enfim, unem inimigos ideológicos numa dependência comercial impossível de se romper sem danos mútuos. A geopolítica parece ter perdido sua antiga linguagem ideológica. Hoje, na era do networking, o que vale é a linguagem dos financiamentos bilionários, das cadeias de produção e dos subsídios tributários. Trump e Xi Jinping conversaram sobre comércio internacional. Nenhuma palavra sobre Taiwan, que aparece nos discursos de liberdade e soberania nacional do mundo inteiro, mas não mereceu 15 minutos de atenção dos dois homens mais poderoso do mundo. Com a Ucrânia ninguém mais se importa. Mas a guerra no Irã deve ter sido pauta principal das reuniões secretas, afinal, enquanto Trump não consegue dar fim ao problema, a China segue sendo a maior prejudicada com o bloqueio no Estreito de Ormuz. Os interesses, enfim, colidem e se harmonizam há pelo menos duas décadas. Um pressiona o outro para aumentar as margens de negociações. Mas para a claque que opera no modo ideológico, todo esse jogo de cena comercial até parece política. Atualmente, você é um assinante gratuito de Não É Imprensa. Para uma experiência completa, atualize a sua assinatura.
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segunda-feira, 18 de maio de 2026
#GuerraComercial
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