Bipolaridade, a gente vê por aqui Lembra que o governo Lula criou a taxa das blusinhas pra proteger a indústria nacional? Enquanto a indústria nacional agradecia, o brasileiro ficou sem a air fryer rosa que vinha com manual em mandarim. Agora o mesmo governo Lula acabou com a taxa. Ou seja: o Lula passou dois anos lutando contra o Lula. E o Lula perdeu. O Lula é o Batman e o Coringa ao mesmo tempo. O argumento era nobre: proteger aquele cara que comprava um fone por 18 reais na internet. Mas o governo ficava na frente falando:
O cara tava comprando uma luminária de astronauta que pisca quando você bate palma. Tava só tentando gastar pouco na decoração do quarto do filho, e o governo chamando isso de ameaça à indústria nacional. E agora o governo anuncia o fim da taxa como se tivesse libertado um povo oprimido. Os caras inventam um problema que a gente não tem, vendem a solução que a gente não pediu e ainda comemoram. A esquerda passou décadas dizendo que imposto sobre consumo é injusto porque pesa mais no pobre. Aí chegou no poder e criou um imposto sobre o consumo do pobre. O rico continuou comprando o que queria, sem taxa, sem alfândega, sem nada, porque rico não compra coisinha de dez dólares no Shopee. Rico compra no duty free do aeroporto com o dinheiro que não declarou. O pobre virou contrabandista por uma camiseta do Naruto. E tem mais: o brasileiro aguenta muita coisa. Inflação. Fila. Formulário, autenticação, reconhecimento de firma, cópia autenticada de documento que prova que você tem o documento original. Mas tirar produto chinês da internet? Aí o negócio fica lôco e vira treta, mano. Dane-se o Minha Casa Minha Vida. O brasileiro quer capinha de celular com orelha de gatinho entregue com frete grátis. Que saudades do tempo em que presidente saudava a mandioca. Atualmente, você é um assinante gratuito de Não É Imprensa. Para uma experiência completa, atualize a sua assinatura.
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quinta-feira, 14 de maio de 2026
#BlusinhasSemTaxas
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