Olha o grito da pantera: URAAAAAAAAAAAUUUUUUU A Inês Brasil anunciou que pretende disputar uma vaga de deputada federal pelo Rio de Janeiro. Pra quem não conhece: Inês Brasil virou um fenômeno da internet depois de um vídeo tentando entrar no BBB em 2012. Cantora e influenciadora, ela já quis entrar no Big Brother, mas agora quer entrar na Câmara dos Deputados. O mais curioso é perceber como a política virou o destino natural de quem vive de atenção. Edmundo, Luxemburgo, Gracyanne Barbosa, Manoel Gomes, Jojo Todynho, Silvia Abravanel, Antonia Fontenelle, Rico Melquiades, Val Marchiori, Andressa Urach... Tudo olhando pra Brasília como quem olha pra um novo reality show. A política virou o último grande palco de relevância do país. Antigamente, artista queria plateia e político queria voto. Hoje os dois querem exatamente a mesma coisa: atenção. O algoritmo misturou tudo. O político virou influencer e o influencer quer virar político. Campanha política e entretenimento já não têm mais fronteira. Tem react, corte, trend, bordão, fã-clube. Daqui a pouco o horário político obrigatório começa com: “Em outubro, vamos dar o like da democracia na urna.” E o mais interessante é que a migração é de mão única. Antes o influencer interrompia o vídeo pra vender whey protein. Agora interrompe pra vender candidatura. Já os políticos não querem virar artistas. Eles não abandonam a política. Mesmo se comportando como influenciadores, a gente não vai ver o Lula apresentando o Altas Horas. E nem o Bolsonaro apresentando o Domingo Legal. Porque no fundo existe uma diferença enorme. O artista quer aplauso. O político quer poder. E talvez por isso tanta gente esteja migrando de uma área pra outra. A política virou o lugar máximo da atenção nacional. O problema nem é só a Inês Brasil. O problema é que hoje entender de política virou só um detalhe. O critério já não é se a pessoa sabe legislar. Se o candidato não souber do que está falando, mas falar com segurança, já é o suficiente. É uma consequência perigosa quando política vira entretenimento. Porque entretenimento serve pra distrair. E distração talvez seja exatamente a última coisa que a gente precisava dentro da política. Atualmente, você é um assinante gratuito de Não É Imprensa. Para uma experiência completa, atualize a sua assinatura.
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terça-feira, 12 de maio de 2026
#InêsBrasilCandidata
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