A degradação vista no debate é fruto do tão celebrado “carisma” de Lula
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O Brasil vive de duas ilusões. Uma é a promessa de um futuro que quando chega é sempre pior do que se esperava. A outra é a nostalgia de um passado que nunca existiu. No debate, Flávio Bolsonaro e Lula representaram bem essas duas ilusões.
Lula é apresentado por muitos comentaristas como um político experiente, negociador e conciliador. Mas o fato é que enquanto dependeu de demonstrar essas capacidades, Lula perdeu três eleições presidenciais. Em 1989, 1994 e 1998 quando dependia só do seu gogó e de alianças próximas à esquerda, Lula não obteve a vitória. Só venceu quando baixou a crista e aprendeu a fazer conchavos com aqueles que o PT tratava como inimigos. Desde então, os conchavos foram chamados de poder de negociação e Lula virou o político “carismático” que todos gostam de destacar como grande exemplo a ser seguido.
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