|
Total de visualizações de página
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026
🏃🚨 Amanhã o desconto acaba!!!
#TudoÉNarrativa
#TudoÉNarrativaTrump se vangloria de uma “recuperação histórica” dos Estados Unidos durante seu discurso no Capitólio
O presidente americano pronunciou, nesta terça-feira, o tradicional discurso sobre o Estado da União, afirmando ter realizado em um ano “uma transformação sem precedentes” de seu país. É a versão trumpista do “nunca antes na história deste país”. Trump entrou no Capitólio com uma narrativa bem definida: a de um país restaurado. Diante do Congresso, fez um discurso de quase duas horas, batendo os recordes de Bill Clinton, que, na sua época, também falava pelos cotovelos. O tom foi claramente triunfalista, como deve ser nesses eventos políticos. Uma bela tentativa de consolidar a ideia de uma nova “era de ouro”, marcado por aplausos da base republicana. O cenário descrito por Trump, no entanto, convive com indicadores menos favoráveis. Pesquisas recentes mostram que cerca de 57% dos americanos desaprovam sua condução da economia, e uma parcela significativa da população não vê o país como “forte” nem “com transformação sem precedentes”, como constava no roteiro do discurso. É natural esse contraste entre a narrativa oficial, do governo que sempre quer vender a ideia de perfeição, e a percepção pública, das pessoas que vivem no mundo real. Ao longo da fala, Trump reforçou pautas tradicionais de seu governo, como o endurecimento da política migratória e o combate à fraude eleitoral. Também associou problemas internos à imigração irregular, defendendo medidas mais rígidas e maior controle institucional – coisas que ele já vem fazendo. Depois, teve tempo de sobra para dizer que sua esposa Melânia virou estrela de cinema, por conta do documentário sobre ela produzido pela Amazon, por 40 milhões de dólares, parabenizar a equipe de hockey nacional pelo ouro olímpico, dar uma passadinha no Irã, que vai impedir, a qualquer custo, de ter armas nucleares, e na Venezuela, cujo regime é sua nova paixão. Então, dedicou-se a apresentar resultados econômicos como evidência de sucesso, ainda que esses dados sejam interpretados de forma divergente por analistas, pela oposição – obviamente – e, menos óbvio, pelo próprio eleitorado. Não é Imprensa é uma publicação independente que revela o que a imprensa esconde. ASSINE e contribua com o nosso trabalho. O discurso também ocorreu sob a tensão institucional das decisões recentes da Suprema Corte, especialmente no que se refere às taxações, segundo Trump, “uma decisão infeliz". Mas o tom foi bem mais moderado diante dos magistrados presentes, considerando que ele já tinha soltado cobras e lagartos sobre a Corte. Gostando ou não de Trump, é preciso admitir que ele é um exímio show man. Em suma, embora tenha sido um discurso enfático e cheio de jogos de cena, a tentativa de consolidar uma narrativa de recuperação histórica acabou esbarrando em sinais concretos de desgaste político. Mas em novembro, Trump poderá medir a realidade do seu discurso, nas eleições de meio de mandato, onde poderá manter ou perder a maioria no Congresso e no Senado. Até lá tem tempo o bastante para construir novas narrativas – e talvez novas taxações. Atualmente, você é um assinante gratuito de Não É Imprensa. Para uma experiência completa, atualize a sua assinatura. © 2026 Não é Imprensa |
#Mensalão2.0
#Mensalão2.0Desde o Mensalão os Correios provam que não existe conflito de interesses no Brasil. Os interesses estão sempre em harmonia e plenamente satisfeitos
Fabiano Silva, o churrasqueiro prerrogativista de Lula, saiu dos Correios e, obviamente, já recebeu uma belíssima proposta de emprego. O escritório do fundador do Prerrogativas, Marco Aurélio de Carvalho, não perdeu tempo e convidou o excelente estrategista que quebrou os Correios para fazer parte de sua bancada. Mas, como a Comissão de Ética detectou um conflito de interesses óbvio e oportuno demais para todo mundo fingir que não viu, ele foi “condenado a uma quarentena” torturante. O “conflito de interesses” vai render R$ 53 mil mensais para Fabiano não fazer nada durante seis meses. Dinheiro pago pela estatal que ele deixou em frangalhos. Ou melhor, pagos por todos nós que sustentamos essa estatal e todos os esquemas que já conhecemos desde o Mensalão. Como gestor dos Correios, Fabiano Silva gerou outra situação que envolve a resolução de outro conflito de interesses. Em qualquer lugar do mundo, uma empresa brigaria na justiça para não pagar por um rombo bilionário causado pela gestão fraudulenta de outros. Mas Fabiano Silva é um gestor que sabe as Prerrogativas e os amigos que tem. Ele resolveu assumir uma dívida de R$ 7,6 bilhões e, assim, penalizar os funcionários dos Correios e os pagadores de impostos pela gestão corrupta do Postalis. Para isso, decidiu que o melhor caminho era contar com Júlio Vicente Lopes e Maurício Marcellini. Esses dois senhores ocupavam cargos de comando justamente na época em que o dinheiro do fundo desapareceu. Previsivelmente, pagamos a conta para garantir que os responsáveis pelo desfalque sigam a vida sem serem incomodados e, de preferência, sendo premiados com quarentenas remuneradas e novos cargos que possibilitem novos desfalques. Mas não é só isso. Afinal, somos um povo generoso. Fabiano também vai contar com uma banca de advogados das mais respeitáveis, financiada por todos nós e pelos funcionários dos Correios. O escritório Wambier, Yamasaki, Bevervanço & Lobo foi contratado sem licitação com a única e exclusiva função de fazer lobby para blindar o CPF dos dirigentes em processos de irregularidades contábeis. A versão oficial, obviamente, não é essa. Os mais de 300 advogados concursados dos Correios não dariam conta do trabalho, porque são processos altamente complexos, que demandam “notória especialização” - que o escritório, nessa área específica, não tem. O escritório contratado tem o peso do prestigiado sobrenome Wambier – referência constante em decisões dos tribunais superiores. Durante os anos mais intensos da Lava Jato, Luiz Rodrigues Wambier emprestou sua respeitabilidade como testemunha de defesa de ninguém menos que Roberto Teixeira. Mas não ficou nisso, pois ele era um dos juristas que Roberto Teixeira e Cristiano Zanin consultavam para formular as estratégias de defesa de Lula. Agora, o respeitável advogado será pago pelo contribuinte para fazer a defesa de Fabiano Silva que, por sua vez, como já mencionado, será pago pelo contribuinte somente para existir. Enquanto todos nós pagamos mais e mais dinheiro para todas as bancas de advogados que defenderam o Lula livre, Lula está em suas viagens internacionais, proferindo livremente seus discursos cada vez mais inaudíveis, prometendo que seu governo vai combater a corrupção dos magnatas. Não há conflitos de interesses no Brasil. Eles nos roubam e gastam nosso dinheiro sem nenhuma vergonha e nós pagamos sem reclamar. Se você gostou deste texto, ASSINE e contribua com o nosso site. A gente precisa da sua ajuda a manter e ampliar o nosso trabalho.
Atualmente, você é um assinante gratuito de Não É Imprensa. Para uma experiência completa, atualize a sua assinatura. © 2026 Não é Imprensa |








