A Odebrecht troca de roupa, mas não consegue trocar de pele. Em 2019, vestiu-se de OEC. Depois, tentou se fantasiar de Novonor. Em 2025, contando com as bênçãos sagradas do STF, retomou seu velho traje de sempre, pelo qual é reconhecida por onde passa. Foi uma “evolução natural” para retornar ao que sempre foi: a empresa cujo dono tem o amigo certo.
Na prática, essas mudanças não querem dizer nada para “A Organização” minuciosamente descrita na obra de Malu Gaspar. A relação promíscua com o poder foi justamente o que fez a Odebrecht crescer como uma delinquente, ter a garantia da impunidade e recuperar seu nome “limpo”, mesmo depois de assumir uma lista de falcatruas muito bem documentada em planilhas que o país inteiro conhece...
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