O Brasil atual me lembra cada vez mais o Baile da Ilha Fiscal. Vou pegar um exemplo: a posse de Nunes Marques na presidência do TSE. Era para ser apenas um ato burocrático. Um ministro do STF assumir a presidência do TSE é automático, trivial e corriqueiro. Só isso. Sem meritocracia e sem concurso. No entanto, transformaram a posse num evento que envolveu TODAS as maiores autoridades do país. Como se Nunes Marques tivesse realizado uma grande missão e a República teria obrigação de recompensá-lo por isso. Centenas de pessoas que deveriam estar trabalhando para o povo naquele horário, por isso são pagas pelo povo, deixam seus afazeres para assistir a posse e ouvir discursos desnecessários. Custou muito caro, e quem pagou? Nós. Não satisfeitos com esse evento, fizeram uma festa de arromba com direito a bebidas, comidas e show de calouros com ministro no palco cantando. Vamos traçar um paralelo com uma empresa privada. O diretor de uma empresa precisa assumir temporariamente a diretoria de uma subsidiária. Não vai ter cerimônia de posse, não vai ter festa e nem rega bofe. Ele vai, assume, trabalha, e como é temporário, volta para a empresa original. A Família Romanoff e a nobreza Czarista se espantariam com o Brasil atual. O NEIM precisa do seu apoio para continuar Atualmente, você é um assinante gratuito de Não É Imprensa. Para uma experiência completa, atualize a sua assinatura.
|
Total de visualizações de página
sábado, 16 de maio de 2026
#BaileDaIlhaFiscal
Assinar:
Postar comentários (Atom)



Nenhum comentário:
Postar um comentário