Diário e rememoração, VIII Por Alexandre Sartório São Paulo, 03/05/2021. Nas últimas quase duas semanas, li o Essencial Kafka, coletânea do Kafka feita pelo Modesto Caronte para Penguin-Companhia: tem contos e parábolas, principalmente de Um Médico Rural, a novela A Metamorfose e aforismos; O Peso e a Graça, da Simone Weil; o Discurso do Método, do Descartes; algumas crônicas de Diário da Corte, do Paulo Francis; e umas trinta páginas do 200 Crônicas Escolhidas do Rubem Braga. Assisti a Topaz (1969), The Birds (1963) e Marnie (1964), do Hitchcock; Changeling (2008), do Eastwood; e Le Genou de Claire (1970), do Éric Rohmer, de quem nunca tinha visto nada. *** São Paulo, 08/05/2021. Ontem assisti a Dirty Harry (Don Siegel, 1971). Estou na metade de Moby Dick. E nada de escrever alguma ideia aqui. Tenho uma para desenvolver, sobre a luz em alguns contos do Kafka – fazendo o caminho contrário do Modesto Carone, que diz na introdução do Kafka Essencial querer tirar da obra de Kafka a aura de mística que lhe tinha dado Max Brody, sobrepondo a ela a interpretação do autor da alienação, da crítica à sociedade capitalista, etc., o que, acredito eu, é um aspecto (mesmo um aspecto importante) mas não a alma da obra, um aspecto que dá carne mas não é a alma dela, que, menos que Marx (Carone toma Kafka na mão e com ele circunda Marx, tenta irmanar os dois, chama outros autores para ajuda, e, honestamente, convém afirmar, não sela a irmandade), é irmã da alma de Simone Weil de O Peso e a Graça... Continue a leitura com um teste grátis de 7 diasAssine Livraria Trabalhar Cansa para continuar lendo esta publicação e obtenha 7 dias de acesso gratuito aos arquivos completos de publicações. Uma assinatura oferece a você:
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quarta-feira, 4 de março de 2026
Diário e rememoração, VIII
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