O mundo está novamente em marcha, dizia Chesterton. O problema é que no sentido contrário. Desmemoriados, já esquecemos as barbáries do século XX e até permitimos que jovenzinhos burgueses defendam o comunismo nas redes sociais capitalistas. A esquerda, que sempre tentou derrubar o establishment, hoje se tornou o próprio establishment; a direita que sempre defendeu a ordem e o status quo, hoje pretende, através da desordem, derrubar o sistema e junto com ele o status quo. A política, enfim, tornou-se um espetáculo grotesco em que a propaganda é sempre utilizada para incutir no público a ideia de uma crise constante, que obviamente deve ser combatida com a expansão do poder, seja do grupo político que reivindica uma mudança radical, ou daquele que pretende evitar radicalmente qualquer mudança. No final das contas, pelo menos aqui no Brasil, encontramos uma solução bastante rudimentar, onde tudo acaba se resolvendo numa brecha no orçamento, num carguinho comissionado e numa conversa idílica sobre propinas e superfaturamentos. Estamos no ano de eleição, uma época pitoresca em que todos os corruptos reaparecem para pedir votos e vender esperanças vãs. Eles se reelegem para resolver o problema deles. Mas os nossos problemas continuam sem solução. Atualmente, você é um assinante gratuito de Não É Imprensa. Para uma experiência completa, atualize a sua assinatura. |
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terça-feira, 3 de março de 2026
#Parasitas
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