Hugo Von Balthasar, um dos maiores teólogos do século XX, definiu em seu ensaio, Tragédia e Fé Cristã, três elementos essenciais da tragédia. Primeiro, que as boas coisas do mundo não podem se sustentar por si mesmas e estão fadadas a sucumbir. Segundo, que isso nos coloca em uma posição de contradição ou alienação. Por fim, ele afirma que essa condição é ligada a uma culpa opaca, na qual a responsabilidade moral dos indivíduos não pode ser o único motivo por todo o sofrimento humano, nos deixando assim com o mistério da culpa ou maldição hereditária. Ainda segundo Von Balthasar, Cristo não bane a tragédia da vida, mas cumpre a contradição da existência não por dissolver a contradição, mas por suportar essa afirmação da condição humana ao penetrar a mais profunda escuridão, aquela do fim. Chegar ao fim significa não só entrar na derrota total, não é apenas aceitar falência total de todo poder terreno, de todos os projetos de salvação, mas ir até o fim da noite do pecado, é a descida ao inferno onde o homem que morre é aquele que está morto, em um estado atemporal de estar perdido, em que não há mais esperança, nem mesmo a possibilidade de olhar para trás, para um começo... Continue lendo este post gratuitamente no app Substack |
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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026
O sentido trágico da vida
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