A Soho House se vende como um clube para a elite criativa e intelectual se reunir. Um clube exclusivo ao redor do mundo onde a única maneira de entrar seria sendo convidado por um membro. No Brasil, eles propagam que são um clube inclusivo. Guarde isso! Veremos o que Soho House é de fato logo mais! Desde que eu chutei um cone pra entrar na minha própria casa ano passado, não é mais segredo pra ninguém que enfrentamos uma guerra onde eu moro. A obra na rua se foi. Mas a arrogância dos que chegaram depois da obra ficou. Oscar Filho , em sua coluna no IG, conversou com vários moradores da rua AQUI e relatou como os abusos do empreendimento Cidade Matarazzo continuam mesmo após a obra ter terminado. Entre AQUI e veja como todo o empreendimento é arrogante quando qualquer vizinho tenta diálogo. A grande resposta que o empreendimento deu para a matéria do Oscar foi uma nota padrão de assessoria de imprensa. Se Oscar Filho falou em sua matéria dos problemas causados por tal complexo eu vou me concentrar aqui e agora na Soho House, que é um clube sediado dentro do empreendimento Cidade Matarazzo e fica em frente a minha casa. Segundo a Lei do Psiu, os Limites de Ruído (aproximados) em Zona Residencial são: 50 dB (7h-22h) | 45 dB (22h-7h). Registei níveis de ruído entre 70 e 80 decibéis (!!!), entrando direto pela janela da minha casa em plena 00:30. E o pior é que isso durou até 2 da manhã! Veja: Ligamos para o COPOM. Ligamos para a Soho House. Tentamos o diálogo, mas nada muda. Ao que tudo indica no Brasil a única lei que você não pode burlar de jeito nenhum é a lei de pagar imposto. O resto, que se dane. Por isso, precisando descansar após um dia exaustivo de trabalho, decidi ir até lá pessoalmente pedir para baixarem o som. Juro e está registrado, eu estava calmo e cordial. Diferente da funcionária que me atendeu. O diálogo que tentei ter com a garotinha mimada vocês podem conferir abaixo (eu gravei tudo e tenho o registro, caso tentem negar):
Aí ela virou as costas e foi embora. Pesquisando depois, descobri que essa tal de Laís é Head of Membership and Communications do local. Bela communications, não? Acredite: a situação fica ainda pior quando se ouve o tom de voz da pessoa. Embora seja apenas áudio, deixa uma péssima imagem para a Soho House. Eu chamei a polícia. Afinal, claramente estavam descumprindo a lei e o diálogo, como viram, não funcionou. A polícia veio, registrou que o som realmente estava muito acima do permitido. E assim que a polícia se foi continuaram com a música alta até duas da manhã. Lembram do parágrafo que abriu este texto? “O clube que abriga a elite criativa”? “Um lugar inclusivo”? Obviamente, essa conversa mole de inclusão só serve para gente imbecil acreditar. O que há de inclusivo em um clube privado que cobra 300 reais por um x-burger meia-boca? Eles usam a palavra 'inclusivo' logo após a palavra 'elite'. É um clube “exclusivo” porém “inclusivo". Essa esquizofrenia é o melhor marketing que tal 'elite criativa' conseguiu formular. De todo modo, quando se fala em “inclusão”, mesmo em um marketing barato desses, imagina-se que exista algum compromisso social, não? Pois bem, se na internet propagam isso: Na realidade desprezam a velhinha do outro lado da rua, privando-a do próprio sono. Nunca falha: o pessoal que ama a humanidade é sempre muito cuzão com o ser humano da casa ao lado, não é mesmo? Uma amiga minha, que mora em Nova York e também tem casa no Brasil, já havia me dito que cancelou a sua membresia na Soho House porque o lugar se tornou decadente de um tempo para cá. Segundo ela, a unidade de São Paulo é a pior de todas; nas palavras dela: “tá cheio de gente fingindo que é alguma coisa para aplicar golpe em gente que finge que tem algo”. Não tem nada de criativo lá. É só afetação e golpismo. Nesse tempo em que fiquei na porta da Soho House esperando a polícia chegar, percebi que o que minha amiga havia dito estava correto. O que mais vi entrando e saindo daquele lugar era gente deslumbrada que come pão com ovo e arrota caviar. No outro dia, curioso para saber se eu apenas tive essa impressão ruim do lugar porque estava de bode pelo barulho e pela arrogância deles, decidi pesquisar na internet o que outras pessoas têm falado da Soho House São Paulo. Uma rápida busca, então, mostrou-me que a situação parece ainda pior lá dentro do que aqui fora: Se você pesquisar, também vai descobrir que muitos membros antigos, que talvez pudessem se gabar de serem da tal “elite criativa”, hoje acham a Soho House uma piada e um lugar brega. A verdade é que a atual curadoria de membros da Soho House Brasil, em pouco tempo, transformou esse clube num banheirão do Baixo Augusta. Os investidores da Soho House no Brasil deveriam avaliar melhor o tipo de funcionário que confiam para estar à frente do negócio e dos relacionamentos. Se um clube exclusivo não sabe escolher funcionário, como tal funcionário saberia escolher seus membros? Ao contrário do preço do X-burger no local, o nível da Soho House Brasil é muito baixo. Se hoje a maneira que a Soho House encontrou para agradar os seus membros é torturar os vizinhos tocando funk numa altura ensurdecedora às duas da madrugada, falta quanto tempo para eu abrir a janela e ver a tal 'elite criativa' do Brasil mijando na piscina e brigando bêbada na calçada? Caros investidores da Soho House Brasil: repensem melhor o quadro de funcionários de vocês e a mentalidade com que eles tocam esse clube. A onda woke não colou, já é página virada no primeiro mundo, e os adeptos dessa demagogia não têm 300 reais para comprar o X-burger de vocês. Quem lacra, não lucra. Atualmente, você é um assinante gratuito de Não É Imprensa. Para uma experiência completa, atualize a sua assinatura. |
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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026
#SohoHouseDecadente
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