O Horrendo, uma reflexão de Umberto EcoO bom gosto não é apenas bom gosto, existe um bom gosto do mau gosto.O Horrendo, uma reflexão de Umberto Eco Talvez seja Vitor Hugo, em seu prefácio ao Cromel, que melhor expressa o sentimento romântico, ao dizer que, com o cristianismo, o homem, fechando-se em si mesmo diante das altas vicissitudes, começou a ter compaixão da humanidade, começou a refletir sobre as amargas desilusões da vida. Até então, a musa puramente épica dos antigos, tratava quase tudo que não se conformava com um certo tipo de belo com impiedade. A infância das crianças, pelo menos no século XVII e depois com os primeiros contadores de histórias do século XVIII e XIX, era recheada de pesadelos, do lobo de chapéuzinho vermelho ao terrível Come-Fogo de Pinóquio e aos muitos bosques misteriosos e assustadores. E dessa ideia de algo perturbador, nasce naturalmente na literatura para adultos, os vampiros, os golems, os fantasmas, que até então ainda eram só para crianças. Mas com o advento do vapor e da mecanização, a cultura começa a olhar também para a feiura da cidade moderna, como por exemplo nas obras de Dickens. É impressionante a abundância de descrição das feiuras do mundo industrial, a começar justamente com Charles Dickens e chegando até Don DeLillo e os contemporâneos... Continue a leitura com um teste grátis de 7 diasAssine Livraria Trabalhar Cansa para continuar lendo esta publicação e obtenha 7 dias de acesso gratuito aos arquivos completos de publicações. Uma assinatura oferece a você:
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026
O Horrendo, uma reflexão de Umberto Eco
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