Obrigado pela sua leitura! Com suas ações no mês de setembro, o STF conseguiu o impossível e o improvável, apesar de todas as suas ações para evitar o contrário: o bolsonarismo tem hoje a autoridade moral para ser a “oposição oficial” contra o governo Lula. O resto do que sobrou da direita - MBL, Novo, Livres, you name it - será apenas um formigueiro em alvoroço, completamente perdido, sem saber o que fazer no futuro. Estarão todos à margem - e estão todos à venda. Com a ascensão de figuras bizarras que substituíram o encanto pelo Capitão, o que nos resta é a cooptação definitiva dessa parcela do espectro político pelo patrimonialismo brasileiro, para enfim testemunharmos o nascimento deste novo “Bebê de Rosemary”: o Bolsopetismo, uma grande “trolha” a nos sodomizar até o final dos tempos. Não à toa que, nesses momentos sublimes de democracia desta “Vila dos Confins” (obrigado, Mário Palmério), sempre me vem à mente um dos trechos mais célebres (mas pouco citados) de Nietzsche, cujo assunto constante era a estupidez da imprensa da época:
Hoje a pergunta do filósofo alemão pode ser dada como positiva, sem nenhum titubeio. Por exemplo: antes da histeria em torno de Nossa Senhora da Aparecida (só mesmo a Virgem para converter um petista…), alguém ainda se lembra do caso da agressão contra a jornalista Natuza Nery, em um supermercado de Pinheiros, região nobre de São Paulo? Todos os integrantes do status quo ficaram do lado dela. Se for verdade o evento, como foi relatado por Monica Bergamo (tinha de ser ela…), a postura do policial civil que ofendeu Natuza é inaceitável. Contudo, onde estão as imagens? Onde estão as testemunhas? Cadê o Boletim de Ocorrência? Assim como ocorreu com as famílias Mantovani e de Alexandre de Moraes no aeroporto de Roma em 2024, ninguém pode confirmar o que aconteceu de fato porque não há provas, apenas interpretações. Mas a imprensa já julgou tudo, nos mínimos detalhes, em apenas cinco minutos; da mesma forma que o jornalismo bolsonarista já inocentou o suposto agressor porque, afinal, Natuza Nery faz parte da “Globolixo”. É um diálogo de surdos e de cegos. Em ambos os casos, e em ambas as imprensas (que fazem parte, cada uma a seu modo, de um único “complexo de desinformação”), elas jogam com uma cortina de fumaça para que o cidadão normal não saiba o que está realmente acontecendo. Porque o que está realmente acontecendo é que, enquanto Natuza Nery era agredida em um supermercado em Pinheiros, uma camionete matou 15 pessoas na Bourbon Street, um dos pontos mais movimentados de Nova Orleans, nos EUA, em plena comemoração de Ano Novo. O terrorista em questão se chamava Shamsud-Din Jabbar, e era um muçulmano recém-convertido que guardava, dentro do carro, uma bandeira do Estado Islâmico. Atualmente, a imprensa afirma que Trump está perdendo o Estreito de Hormuz e que simboliza o retorno do fascismo. Ok, pode até ser isso, mas já pararam para pensar que isso só é um problema para quem investiu anos e anos na China, a única beneficiada na globalização que nos assola há trinta anos? Nesse meio tempo, o jornalismo profissional e o tal do metido a independente sequer comentam a respeito dos inúmeros protestos que ocorrem a toda semana, com milhares de manifestantes a favor da Palestina e, portanto, da implementação da jihad radical no nosso cotidiano. No meio desse caos, a imprensa - e, em particular, a imprensa brasileira - noticia isso como se fosse mais um fato a relatar, um detalhe que pouco tem importância na nossa vida. É justamente o contrário. Assim como aconteceu há quase três anos, com os ataques contra Israel no dia 7 de outubro (feitos pelo Hamas e apoiados pelo Hezbollah), o jornalismo profissional prefere registrar eventos insignificantes como se fossem o suprassumo da História, enquanto a História de verdade explode diante dos nossos olhos. É a estratégia da “cortina da fumaça”: a de incitar um permanente alarme falso, para que você sempre olhe a realidade do lado errado (alguém percebeu isso recentemente com a psyops em torno da moratória da IA e da medida lulista contra as bets?). A imprensa (e a intelligentsia) não quer que você saiba do seguinte: o grande problema do mundo de hoje não é o extremismo de direita, algo que é praticado por vagabundos psicopatas, e sim a jihad radical apocalíptica, apoiada pelos vagabundos de esquerda - em particular os que infestam as redações, uma vez que todos são, em maior ou menor grau, antissemitas em seus corações. Como bem escreveu recentemente Richard Landes (o scholar que avisou a todos dessa loucura), com esses ataques ocorridos nos últimos anos, feitos especialmente para aterrorizar o segundo governo de Donald Trump, se antes vivíamos a fase da guerrilha cognitiva da jihad, agora passaremos a viver a fase da guerrilha kinética. É o movimento de tensão que nos leva à escalada de extremos apocalíptica. Em outras palavras: o califado de terror, que então era praticado por meio de ataques locais, já é global - e isto sempre foi a intenção dos jihadistas, cuja vantagem era (e é) a histeria do jornalismo profissional (e que, no fim, revelou-se como fatal). Na “cortina de fumaça” dos próximos anos, as reclamações de uma jornalista ou de alguém cooptado pela desinformação chinesa não serão nada perto do caminhão ou da bomba que arrebentará a qualquer momento as portas de um supermercado, com milhares de pessoas lá dentro. Quem viver verá. Quem quiser colaborar com o meu trabalho, além do valor da assinatura desta newsletter pessoal, pode me ajudar por meio do pix: martim.vasques@gmail.comE quem quiser apertar o botão abaixo só para fazer a minha felicidade - e manter essa newsletter de modo mais profissional, be my guest: Abaixo, a conversa que tive com Bruno Magalhães e Lucas Mendes sobre o fato de que dois livros meus - A Poeira da Glória e A Tirania dos Especialistas - foram escolhidos entre a lista das 25 Obras Brasileiras Mais Relevantes Do Século 21, publicada pela Gazeta Do Povo: Queridos leitores: Quando eu falo de vibeshift, falo na verdade de um processo que começou desde 2016, se aprofundou em 2018, foi sufocado em 2020 na época da COVID e se acelerou em 2022 com a popularização da IA. Há um nome específico para ele: “a revolta das elites contra a revolta do subsolo”. Os três cursos que produzi de forma independente confirmam este diagnóstico. O problema é que (quase) ninguém entendeu isso. E daí surge a confusão em que estamos metidos. Aqui, vejam um trecho de uma das aulas: Por exemplo: em RAÍZES (E CONSEQUÊNCIAS) DO TOTALITARISMO BRASILEIRO, eu analiso como as placas tectônicas da história do nosso país entraram em choque e como o sistema do Estado se tornou incapaz de permitir uma liberdade mínima para o cidadão. Já em ALÉM DO ZERO: VIVENDO NA RELIGIÃO DA TECNOLOGIA, medito a respeito de como a mídia não consegue mais conversar com o leitor comum, pois a internet já entrou em entropia, buscando um “retorno às fontes”, e assim as instituições religiosas estão sem o norte do espírito. E em DE ZERO A NERO: O QUE SHAKESPEARE ENSINOU A PETER THIEL SOBRE OS PERIGOS DA LIDERANÇA, disseco sobre a turma do Vale do Silício, que transforma o planeta e cria o vazio que nos desorienta atualmente. (As informações sobre as ementas de cada curso podem ser lidas em cada link acima) Dito isso, chegamos ao grande momento: Quanto custará cada curso?E a resposta é: Você decide.Isso mesmo: Quem determinará o preço será você, não eu.(“Ah, mas não é um combo?” “Não deveria ser um único preço?”, perguntarão os impacientes. Bem, eu estou dando a oportunidade de você dar o preço, conforme a sua consciência. Portanto, o mínimo que eu peço é que respeite algumas das minhas condições, certo?) Veja os temas que serão abordados. Veja a qualidade gráfica do material promocional. Veja o seu interesse. Veja como isso pode te ajudar na sua vida pessoal e pública. E aí você envia o valor no PIX abaixo (especificando-o na mensagem a quantia para cada curso):martim.vasques@gmail.comAssim que fizer o pagamento, mande uma mensagem no mesmo endereço acima (vou reforçar: martim.vasques@gmail.com), com o assunto escrito da seguinte forma - COMBO DO VIBESHIFT -, e eu vou lhe enviar um link com acesso, também por e-mail, a uma pasta especial no Google Drive, onde haverá todo o material disponível de cada curso (é importante reforçar que é bom ter uma conta no Google). Observação importante: Não haverá reembolso no valor a ser pago (e se alguém precisar de Nota Fiscal, posso providenciá-la sem problemas, desde que me informe todos os dados necessários). (Pediria também a paciência de me dar um prazo de 24 horas para responder, pois sou “o exército do eu sozinho” nesta empreitada) Qualquer dúvida, é só conversar comigo por e-mail ou via DM do Substack. Agora a única coisa que posso lhes dizer é: obrigado pela confiança no meu trabalho - e eu espero que consiga cumprir as expectativas. Um forte abraço do MVC You're currently a free subscriber to Presto. For the full experience, upgrade your subscription.
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quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Cortina De Fumaça
#EleiçãoSemBrasil
A gente já cansou do Vorcaro. Ninguém mais quer saber dos seus amigos, das suas uiscadas, das formosas suíças que deixaram o Alcolumbre rebolando três dias seguidos. A corrupção já deixou de ser um assunto importante no Brasil. Também não estamos interessados se traficantes sequestraram 2 ônibus com 120 crianças para fazer uma barricada no Rio de Janeiro. Ou se um pai de família foi morto em São Paulo, na frente dos filhos e da esposa, por causa de uma aliança. Assine o NEIM e compartilhe o nosso conteúdo. Essas notícias deveriam parar o país, a eleição e o Gilmarpalooza. Mas são apenas estatísticas do Mapa da Violência do Brasil. A imprensa está muito exclusivamente dedicada a uma quimera estúpida sobre a Nossa Senhora Aparecida. Todo mundo sabe que existem evangélicos malucos e extremistas. Assim como católicos tradicionalistas estúpidos que se acham cruzados medievais. Mas transformar isso numa "guerra santa" eleitoral é uma coisa abjeta. Há uma semana da eleição, ninguém sabe qual será o futuro deste país. E ninguém parece muito interessado. Atualmente, você é um assinante gratuito de Não É Imprensa. Para uma experiência completa, atualize a sua assinatura.
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