O gigante acordou. Ele estala os dedos e arranca fácil a máscara dos salvadores da democracia que ele mesmo carregava nos ombros. Embaixo da toga, ou melhor, da máscara, o Brasil se vê e sempre reclama da aparência e do odor. O gigante não veste verde e amarelo, nem vermelho, nem um pretinho togado. O gigante que antes vestia platinado, agora prefere um cinza meio apagado. Há quem diga que já não tem a mesma força. Mas quando a Globo atira com todas as suas armas... G1, Globonews, O Globo, CBN, Jornal Nacional, Fantástico, todos juntos… com uma Malu Gaspar livre à frente… como questionar essa força? Assine Não É Imprensa para desbloquear o restante.Torne-se um assinante pagante de Não É Imprensa para ter acesso a esta publicação e outros conteúdos exclusivos para assinantes. Uma assinatura oferece a você:
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quarta-feira, 11 de março de 2026
#AcordaGigante
Diário e rememoração, IX
Diário e rememoração, IX Por Alexandre Sartório Li Daisy Miller, ótima novela de Henry James, profundamente girardiana, na qual se desenrola a trágica trajetória da jovem americana Daisy Miller – espontânea, viçosa, pródiga em flertes, avessa a distinções sociais, mas, cujo verdadeiro caráter, ao fim e ao cabo, é uma das grandes questões da obra –, a partir do ponto de vista (a narração é feita em terceira pessoa) do jovem e rico americano Winterbourne, que a conhece em Vevey, Suíça, e depois a encontra em Roma. Por onde passa na Europa, a antipatia cresce em torno de Daisy, por causa da intimidade que ela tem com diversos homens, conduta fortemente desaprovada pelas sociedades (no sentido de uma certa comunidade de elite cujos membros se frequentam) americana e (genericamente falando) europeia. Na sequência que leva a cabo a novela, a moça tem o encontro final com Giovanelli, o italiano vaidoso e frívolo com quem flerta, no Coliseu, rapaz que completa um triângulo amoroso com Daisy e Winterbourne, levando este a acirrar seu desejo pela garota, ainda que em conflito com seu respeito, ao menos relativo pela tradição de distinção da ‘sociedade’; Winterbourne, em certos momentos – em que James usa o discurso livre indireto –, chega a admirar a beleza do italiano; o encontro é fatal, pois ela pega uma doença que lhe tira a vida depois de alguns dias, e se dá sob a cruz que ali havia à época, símbolo que, obviamente, nos faz remeter a figura da americana a Cristo; sob a cruz Daquele que foi sacrificado para tirar o pecado do mundo – carregando sobre seus ombros o ressentimento e o ódio dessa comunidade chamada humanidade –, ela entra na sua Via Crucis, que só pode terminar num sacrifício – e no consequente arrefecimento das animosidades, o qual se evidencia na narrativa, fundamentalmente, pelas palavras de Winterbourne e Giovanelli sobre a inocência de Daisy: – Ela era a moça mais linda que conheci na minha vida e a mais amável. – E, um momento depois, acrescentou: – E também a mais inocente. Winterbourne olhou-o e então repetiu suas palavras. – E a mais inocente? – A mais inocente! (Henry James, A Volta do Parafuso seguido de Daisy Miller, L&PM, 2010, p. 217) Winterbourne deixou Roma logo depois [da morte de Daisy], mas no verão seguinte reencontrou-se com sua tia, a sra. Costello, em Vevey. A sra. Costello era fã de Vevey. Nesse meio tempo, Winterbourne com frequência pensara em Daisy Miller e suas maneiras enigmáticas. Um dia falou sobre ela à sua tia; disse que lhe pesava na consciência ter sido injusto com ela. (Henry James, A Volta do Parafuso seguido de Daisy Miller, L&PM, 2010, pp. 217-218)... Continue a leitura com um teste grátis de 7 diasAssine Livraria Trabalhar Cansa para continuar lendo esta publicação e obtenha 7 dias de acesso gratuito aos arquivos completos de publicações. Uma assinatura oferece a você:
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#ACulpaÉDoMoro
#ACulpaÉDoMoroPara o lobbyvogado bermudeiro Kakay, os lavajatistas estão conspirando contra Lula e o STF
Todo mundo percebeu que o Caso Master saiu de controle. Mesmo pagando 3,6 milhões por mês para a Xandona, Vorcaro caiu em cana. Hoje ameaça entregar o esquema. Ele é o novo Marcos Valério (ninguém mais se lembra do Marcos Valério). Nessas horas, para estancar a sangria, só um “acordão com o Supremo e tudo”, como diria Romero Jucá (ok, ninguém mais se lembra do Romero Jucá). Mas desta vez o “Supremo e tudo” tá, literalmente, no meio da putaria. O NEIM precisa da sua assinatura para continuar revelando o que as notícias escondem. ASSINE AGORA! A sorte é que o Brasil ainda tem um ser criativo como Kakay – que tava meio esquecido, depois que os parentes dos supremíssimos tomaram o seu lugar na lobbyvocacia de Brasília. “A Lava Jato está super estruturada ainda. Seus integrantes estão em postos chaves da PGR, e o Moro tem agentes da Polícia Federal absolutamente ligados a ele”, declarou Kakay, com toda veemência, na matéria paga no microblog governista Brasil 171. Para Kakay, está em curso uma forte conspiração coordenada pelo Moro e pelos lavajatistas. “Eles entendem que um tiro no Supremo Tribunal Federal hoje é um tiro no governo. É isso que está por trás”, garantiu o lobbyvogado bermudeiro. Se lhe dessem mais dois minutos, não há dúvida, Kakay explicaria com toda sua veemência que Moro incentivou o Toffoli a ser sócio do Tayayá, convenceu a Xandona a cobrar 130 milhões do Vorcaro e ainda organizou todas aquelas festinhas privês com as garotas da vida do Leste Europeu. Atualmente, você é um assinante gratuito de Não É Imprensa. Para uma experiência completa, atualize a sua assinatura. © 2026 Não é Imprensa |





