Nenhum Philip Roth nasce pronto. Nem Philip Roth. Ele cresceu, sofreu, cresceu mais um pouco por isso, sofreu mais um pouco por ter crescido, e assim foi, crescendo com cada nova dor, cada nova perda que se colocou em seu caminho. Como todos nós? Médio. Nem todos conseguimos aprender e crescer com as dores que surgem. Alguns se fecham na amagura, outros repetem os mesmos caminhos, em círculos. Roth aprendia com seu sofrimento e com o dos outros, que ele observava sem pudor. Compartilhava, escrevendo. Por isso é fácil detectar em seus livros a lenta substituição da arrogância pela tolerância, a viagem do olhar que começa no umbigo e termina no horizonte, a noção da auto-importância aos poucos se transformando em noção da auto-insignificância. Meus professores, no Primário (agora chama-se “Ensino Fundamental”, como se houvesse algum ensino que não é fundamental), quando dizíamos alguma bobagem (frequentemente), advertiam, “recolha-se à sua insignificância, menino!” — sábio conselho, mas ou inútil, porque era cedo demais, ou desnecessário, porque era tarde demais. Philip Roth conseguiu fazer seus protagonistas crescerem como personagens enquanto os obrigou, a cada novo romance, a recolherem-se mais e mais à sua insignificância...
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Os advogados de Vorcaro negam, mas espalharam em OFF que temem que a proximidade do PGR, Paulo Gonet, com o ministro Alexandre de Moraes possa ser um empecilho para uma possível delação premiada. ...
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A guerra na Ucrânia continua como uma série infinita do Netflix. Toda semana tem um episódio novo de ataques aéreos intensos e combates no front oriental.
Ontem, forças russas lançaram dezenas de drones contra o território ucraniano durante a noite. As defesas aéreas da Ucrânia afirmam ter interceptado a maioria deles, mas alguns ainda conseguiram atingir alvos, causando danos materiais e preocupação entre a população.
Ataque de drones russos ontem à cidade de Zaporijia, Ucrânia. DARYA NAZAROVA/AFP...
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