Algumas vozes dos calabouços de Brasília dizem que tá todo mundo em pânico. Outras, com ecos na imprensa, espalham que se alguém for punido, haverá impeachment no STF. Advogados mandam seus recados, parlamentares pressionam os supremíssimos que, agora, fingem-se de mortos. Nesse tiroteio de ameaças, o que todos querem é arrumar um jeito de abafar as investigações. Os velhos advogados de Vorcaro abandonaram o barco quando perceberam que a cabeça dele faz parte do acordão para “estancar a sangria”. O novo já chegou atirando, prometendo entregar todo mundo numa possível delação. Mas deixou uma portinha aberta ao vazar para a imprensa que aceitaria um acordo em que seu cliente assumiria crimes de menor gravidade, com substituição da pena por uma compensação pecuniária — e Vorcaro usaria o que restou da sua fortuna para comprar mais uma facilidade jurídica. As mesmas vozes dos calabouços de Brasília dizem que os supremíssimos estão realmente preocupados com a imagem da Corte — na verdade, só querem se livrar do Master. A ideia é Toffoli tirar uma licença médica, diminuindo um pouco a pressão sofrida pela Corte. Então, eles acham que pode haver um clima para tentar colar a narrativa de que Xandão foi apenas imprudente ao trocar mensagens e degustar os charutos do Vorcaro, mas que isso não teria consequências criminais. A terceira opção é torcer muito para o Brasil ganhar o hexa, para o povo ficar anestesiado até as eleições. O problema é que Fachin prometeu que será um “doa a quem doer”. É o que a gente espera. Mas só acredita vendo. Atualmente, você é um assinante gratuito de Não É Imprensa. Para uma experiência completa, atualize a sua assinatura. |
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domingo, 15 de março de 2026
#SupremasNarrativas
#Mal-educados
O casal fez festas que nem xeiques árabes fazem. Contrataram músicos internacionais. Alugaram hotéis que os trouxas nem sabiam que existiam. Em vez de fretar iates, fretavam navios. Garotas do Job eram às centenas. Festas nababescas, noivados principescos, eventos faraônicos, jantares suntuosos, degustações de uísque colossais. Me faltam adjetivos para seguir na lista. Eles têm bom gosto, mas nenhuma cortesia. Não digo que deviam ter convidado os patrocinadores. Ao menos, agradecido. Nem que fosse um telegrama ou um joinha no WhatsApp. Não agradeceram aos aposentados que proporcionaram esses luxos. Nem um obrigado aos pensionistas que bancaram as bacanais. Nem um “valeu” aos investidores que pagaram pelas festas. Sorry, sobrou dinheiro, mas faltou educação. O NEIM precisa da sua assinatura para continuar revelando o que as notícias escondem. ASSINE AGORA! Atualmente, você é um assinante gratuito de Não É Imprensa. Para uma experiência completa, atualize a sua assinatura. © 2026 Não é Imprensa |
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