No meio do escândalo Master, a gente ainda vê jornalista dizendo que não tem problema nenhum ministro do STF pegando carona em jatinho de empresário. E que é normal seus parentes receberem fortunas em contratos com “preços muito acima dos praticados no mercado”. Não sei se alguém ainda lembra quando Emilio Odebrecht foi pego na Lava Jato. No seu depoimento, mandou um papo reto, dizendo que seu esquema tinha mais de 30 anos e que a corrupção é institucionalizada no Brasil. Emilio ainda questionou a imprensa: “eles sabiam de tudo e ficam agora com essa demagogia”? Com toda a demagogia, a narrativa lulalivrista prevaleu, dizendo que a Lava Jato foi algo injusto, uma perseguição a cidadãos honestos que, um dia, e sem querer, assaltaram os cofres das estatais porque foram obrigados e oprimidos pelo sistema de degradação moral que se tornou a política brasileira. Ninguém ignorava que os bilhões desviados da Petrobras serviram para criar uma espécie de diplomacia da corrupção, que se expandiu por toda América Latina, aliciando líderes políticos que, segundo o MPF, e endossado por sentenças condenatórias, passaram a lavar dinheiro nas mesmas empresas fantasmas em paraísos fiscais caribenhos. Ninguém ignorava que estavam roubando até mesmo o povo africano com obras superfaturadas por empreiteiras brasileiras, contribuindo para empobrecer ainda mais o continente com a mais deplorável renda per capta do mundo. Tudo tende a se repetir no escândalo Master. Vorcaro é tratado como um poderoso-chefão que ludibriou cidadãos honestos que aceitaram participar de degustação de uísque em Londres, e escritórios de advogados foram oprimidos a assinar contratos milionários por serviços de baixa complexidade. O Brasil se tornou um país cínico, em que a maioria da população, pobre e sem ao menos saneamento básico, ser escravizada por uma elite corrupta que só quer saber de privilégios. Atualmente, você é um assinante gratuito de Não É Imprensa. Para uma experiência completa, atualize a sua assinatura. |
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sábado, 14 de março de 2026
#NadaMudou
#OBodeNaSala
#OBodeNaSalaVorcaro se tornou um problema grande demais para os supremíssimos administrarem
Na Globonews, Andreia Sadi disse que, nos bastidores, os supremíssimos estavam constrangidos com a exposição da Corte e, por isso, votaram pela prisão de Vorcaro. Eles não pensaram em justiça. Não pensaram em julgar os fatos. Só quiseram tirar o bode da sala. Vorcaro socou a parede da cela ao saber da decisão. Compreensível. Quem não ficaria decepcionado em gastar milhões em uísques, charutos, garotas do leste europeu e contratos duvidosos para que, no final, ninguém cumprisse o acordo? “Conseguiu bloquear?”, perguntou ao ministro, segundo o relatório da PF. Dá pra imaginar a mensagem não visualizada no WhatsApp. Já pagou a conta. Rápido, tirem o bode da sala. A aposta agora é a delação premiada. Eu acho lindo uma delação premiada. O clima de desespero e traição no ar. Os olhares desconfiados de quem pode estar sendo entregue a qualquer momento para “estancar a sangria”… Mas qual advogado vai negociar a delação sem antes saber o que se tem contra o cliente? A história vai longe. Mas o futuro de Vorcaro é inevitável. Será um novo Marcos Valério. Rápido, tirem o bode da sala. This Substack is reader-supported. To receive new posts and support my work, consider becoming a free or paid subscriber. Atualmente, você é um assinante gratuito de Não É Imprensa. Para uma experiência completa, atualize a sua assinatura. © 2026 Não é Imprensa |
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