#InversãoDeValoresA verdadeira essência da democracia não é a reverência às autoridades, mas justamente o direito permanente de questioná-las.Escrever sobre o Bananão cansa a mente. Os escândalos são novos a cada dia, mas o conteúdo é sempre o mesmo: os poderosos escondem-se por trás das instituições para fazer seus ardis sem serem importunados. Quem os questiona é taxado de “fascista” ou está “atentando contra a democracia” ou é “bolsonarista” ou “petista” etc. Esse é o eterno resumo da Ópera Bananeira. Nunca houve uma real preocupação com a defesa das instituições. O verdadeiro receio sempre foi usar a instituição, no caso o STF, como escudo. “Se me criticam ou se suspeitam de mim, na verdade estão é atacando e suspeitando do Supremo Tribunal Federal”. Sob essa lógica, dizem defender a democracia. Mas a maior diferença que pode haver entre uma democracia genuína e uma ditadura é exatamente a despersonificação das instituições e dos poderes. Criticar um ministro do STF não é o mesmo que criticar o STF. Xingar Lula ou Bolsonaro não é o mesmo que atacar a Presidência da República. No liberalismo moderno, questionar a cabeça coroada não é o mesmo que questionar a coroa. Nossas autoridades públicas sabem disso muito bem, mas elas querem continuar pairando sobre tudo e sobre todos. Querem manter suas relações e seus interesses escusos sem dar satisfação ao povo, como se fossem cesaropapistas do Ancien Régime, cujo poder era oriundo do direito divino dos reis e não de entidades terrenas. Quando são pegas em relações nada republicanas, querem recorrer à velha máxima tupiniquim: “você sabe com quem está falando?” É hora de mudar. Mas como? Reaprendendo a maior lição política da história: que as instituições existem, sobretudo, para limitar o poder, e não para santificá-lo. No Brasil, as autoridades públicas parecem fazer exatamente o oposto, colocando-se acima da crítica em vez de se submeter a ela. Os ministros do Supremo têm que ser lembrados de que a verdadeira essência da democracia não é a reverência às autoridades, mas justamente o direito permanente de questioná-las. Atualmente, você é um assinante gratuito de Não É Imprensa. Para uma experiência completa, atualize a sua assinatura. |
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sexta-feira, 13 de março de 2026
#InversãoDeValores
#DeviaAcabar
#DeviaAcabarPara que o país volte a ter um mínimo de STF, é preciso fixar prazo máximo de validade para ministros
Wálter Maierovitch declarou o seguinte na CBN:
No fundo, é uma boa aplicação de uma velha máxima: políticos e fraldas devem ser trocados frequentemente e pela mesma razão. ... Assine Não É Imprensa para desbloquear o restante.Torne-se um assinante pagante de Não É Imprensa para ter acesso a esta publicação e outros conteúdos exclusivos para assinantes. Uma assinatura oferece a você:
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#MuyNãoAmigo
Quanto mais a gente tenta entender o Toffoli, menos a gente entende o Toffoli. Ou mais entende? Ele disse que não pode participar do julgamento da prisão do Vorcaro porque são amigos. Antes ele tomou para si o processo porque não eram amigos? E quando ficaram amigos? O STF falou que não eram amigos. Ou foi o contrário? Toffoli e Vorcaro só ficaram amigos depois que o Vorcaro foi preso? É isso? Está difícil entender. O Vorcaro não conhecia o Toffoli quando comprou o hotel do Toffoli? Tomaram juntos uísque de milhares de euros em Londres e não se conheciam? Toffoli viajou no jatinho do amigo do Vorcaro , mas não conhecia o amigo do Vorcaro e nem o Vorcaro? Como ele foi parar no avião? Eles tinham uma relação entre eles sem serem amigos? Tipo job? Só depois ficaram amigos? Se o Vorcaro estava preso nos últimos dias, como ficaram amigos? Eu desisto. Como dizia o Chacrinha, não precisa explicar, eu só queria entender. O NEIM precisa da sua assinatura para continuar revelando o que as notícias escondem. ASSINE AGORA! Atualmente, você é um assinante gratuito de Não É Imprensa. Para uma experiência completa, atualize a sua assinatura. © 2026 Não é Imprensa |


