#PatologiaEvolutivaSonâmbulos, os bolsonaristas acreditam que a imprensa acordou de um sono profundo para atacar os suprêmicosO seguidor de político é um prodígio da evolução reversa. É o único ser vivo capaz de usar 100% da sua capacidade cerebral para, voluntariamente, inutilizar os próprios sentidos. A atrofia sensorial é tão severa que se o sujeito trombar num poste, não sente a dor física do impacto, mas a urgência de rotular. O poste pode se tornar instantaneamente um agente do comunismo ou um bastião do fascismo, a depender apenas do ângulo da colisão e da paranoia do adepto. É um apego servil ao cabresto que só pode ser acalmado pelo brilho que dão, com a própria saliva, às solas das botas que os pisoteiam. Assim como muitos petistas embarcaram no navio do hacker de Araraquara, com José Antonio servindo a bebida e os canapés e o Grande Alexandre como leão de chácara, os bolsonaristas embarcam no bote furado de que a imprensa “finalmente acordou do sono profundo” para o que eles tanto avisaram e ninguém ouvia. Apenas eles, crentes bolsonarentos, enxergavam a verdadeira índole dos suprêmicos. Acontece que boa parte da imprensa disposta a passar o pano, estender a toalha e pôr a mesa para o The Supremes faz tudo isso bastante desperta. A canalhice, os boletos, a vaga de emprego numa prestigiadíssima Globo, ou até mesmo ser convidado pela patota que sai para o happy hour... A maioria deles tem o mesmo tipo de fé de um Reinaldo Azevedo. Quantos petistas não devem dizer para o Reinaldo? “Nossa, finalmente ele acordou para a brilhante capacidade do meu presidente Lula”... Quem está em estado de profundo torpor é quem olha para a política brasileira e decide que ali é o lugar ideal para erguer um altar, com louvores, súplicas e devoção ao político endeusado. Diante da verdade finamente elaborada no texto sabinístico, essa turba de devotos estrebuchou: Não é preciso ser muito inteligente, era só ler algumas colunas do Sabino antes de passar vergonha. O “finalmente você acordou!” e outras mensagens semelhantes foram lançadas como pedras no Sabino pecador. Quem mandou ele não se batizar com os perdigotos do mito e não rezar no altar bolsonarístico? Lembrar que foi a primeira vítima do inquérito que foi aberto com todo o apoio de Bolsonaro não resolve, porque os sentidos atrofiados não permitem que essa realidade adentre o telencéfalo do seguidor de político. Do ponto de vista da evolução, quem vota no Lula imaginando que vai garantir uma boquinha, ou vai preencher a barriga com um prato de feijão ou de picanha ao menos está operando por algum tipo de instinto básico de adaptação e sobrevivência. Mas o que dizer de quem quer preencher, não a barriga, mas a alma como devoto de um Lula ou de um Bolsonaro? Atualmente, você é um assinante gratuito de Não É Imprensa. Para uma experiência completa, atualize a sua assinatura. |
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domingo, 1 de março de 2026
#PatologiaEvolutiva
#SemanaDosTrouxa(36)
#SemanaDosTrouxa(36)Um resumo semanal para provar que o governo tem certeza de que somos trouxas
Em 2025, a Assembleia Legislativa da Bahia homenageou Augusto Lima, presidente do banco Pleno. Um ano depois, o banco foi fechado por maracutaias. Nem deu tempo dos trouxas saberem porque ele ganhou tal honraria. Será que Vorcaro vai ser o Epstein tupiniquim? O BRB precisa de R$8.800.000.000.00 para encobrir as maracutaias do Bando Master. Vou ler todos esses zeros para os miseráveis dos trouxas entenderem: oito bilhões e oitocentos milhões de reais. Lula já decidiu que seu poste vai sair candidato ao governo de São Paulo. Uma vez poste, poste até morrer. O CEO global da ENEL colocou nas mãos de Jesus os apagões em São Paulo. Resolvido, quanto faltar luz, basta os trouxas rezarem. Para surpresa de nenhum trouxa, as chuvas de verão trouxeram desabamentos, alagamentos e mortes. Os governos prometem que no próximo ano isso não vai acontecer. Somos um eterno copia e cola. Gilmar mostra para os trouxas que somos mesmo muito trouxas. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais absolveu um homem de 35 anos que estuprou uma garotinha de 12 anos. Por pressão dos trouxas, ele voltou atrás. Passou alguns dias, e o juiz foi afastado por acusações de abusos sexuais. A imprensa está preocupada com Epstein. Não precisa, temos magistrados de alto escalão enredados com acusações de assédio sexual. Os trouxas não conseguem colocar ordem no Judiciário. Por outro lado, o judiciário está implodindo. Se você gostou deste texto, ASSINE e contribua com o nosso site. A gente precisa da sua ajuda a manter e ampliar o nosso trabalho. Atualmente, você é um assinante gratuito de Não É Imprensa. Para uma experiência completa, atualize a sua assinatura. © 2026 Não é Imprensa |
#AtaqueAoIrã
#AtaqueAoIrãEm Israel, até os opositores de Netanyahu estão apoiando o ataque ao regime do ex-aiatolá
A política israelense, frequentemente marcada por fragmentação e disputa permanente, encontrou no ataque ao Irã um raro ponto de convergência. Governo e oposição, figuras que até ontem se enfrentavam com virulência pessoal, alinharam-se sob a mesma justificativa: a necessidade de neutralizar uma ameaça considerada existencial. Em democracias polarizadas, a unidade costuma ser efêmera — mas, neste caso, ela se ancora em algo mais profundo que cálculo eleitoral: uma percepção histórica de vulnerabilidade que atravessa gerações. O Irã, nesse enquadramento, deixa de ser apenas um adversário geopolítico e assume a forma de um risco absoluto. Seu programa nuclear, somado ao apoio a milícias regionais, é apresentado como evidência de uma estratégia de cerco. O ataque que matou o aiatolá Khamenei, portanto, surge menos como iniciativa e mais como inevitabilidade. Nas ruas, essa lógica encontra eco. A sociedade israelense, habituada a viver sob a ideia de ameaça contínua, responde com um apoio que não chega a ser euforia, mas tampouco hesitação. Trata-se de uma adesão pragmática, quase silenciosa, como a que ocorreu depois do ataque do Hamas em 7 de outubro. Fora de Israel, o quadro é mais confuso. A Europa reage com cautela, dividida entre o reconhecimento das preocupações israelenses e o temor de uma escalada incontrolável. Estamos diante de uma nova fase no equilíbrio internacional: menos marcada por guerras por proxy e mais por confrontos diretos entre Estados. Nesse deslocamento, o que está em jogo já não é apenas a segurança de um país, mas a estabilidade de toda a região. Se você gostou deste texto, ASSINE e contribua com o nosso site. A gente precisa da sua ajuda a manter e ampliar o nosso trabalho.
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