#AtaqueAoIrãEm Israel, até os opositores de Netanyahu estão apoiando o ataque ao regime do ex-aiatoláA política israelense, frequentemente marcada por fragmentação e disputa permanente, encontrou no ataque ao Irã um raro ponto de convergência. Governo e oposição, figuras que até ontem se enfrentavam com virulência pessoal, alinharam-se sob a mesma justificativa: a necessidade de neutralizar uma ameaça considerada existencial. Em democracias polarizadas, a unidade costuma ser efêmera — mas, neste caso, ela se ancora em algo mais profundo que cálculo eleitoral: uma percepção histórica de vulnerabilidade que atravessa gerações. O Irã, nesse enquadramento, deixa de ser apenas um adversário geopolítico e assume a forma de um risco absoluto. Seu programa nuclear, somado ao apoio a milícias regionais, é apresentado como evidência de uma estratégia de cerco. O ataque que matou o aiatolá Khamenei, portanto, surge menos como iniciativa e mais como inevitabilidade. Nas ruas, essa lógica encontra eco. A sociedade israelense, habituada a viver sob a ideia de ameaça contínua, responde com um apoio que não chega a ser euforia, mas tampouco hesitação. Trata-se de uma adesão pragmática, quase silenciosa, como a que ocorreu depois do ataque do Hamas em 7 de outubro. Fora de Israel, o quadro é mais confuso. A Europa reage com cautela, dividida entre o reconhecimento das preocupações israelenses e o temor de uma escalada incontrolável. Estamos diante de uma nova fase no equilíbrio internacional: menos marcada por guerras por proxy e mais por confrontos diretos entre Estados. Nesse deslocamento, o que está em jogo já não é apenas a segurança de um país, mas a estabilidade de toda a região. Atualmente, você é um assinante gratuito de Não É Imprensa. Para uma experiência completa, atualize a sua assinatura. |
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domingo, 1 de março de 2026
#AtaqueAoIrã
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