Todo candidato inteligente sabe disso: a eleição seria mais simples e racional se o eleitor não fosse burro
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Os candidatos de inteligência acima da média e perspicácia extraordinária são aqueles que não enxergam nenhuma complexidade em conquistar votos. Difícil mesmo é lidar com a burrice do eleitor, que ainda não entendeu que deveria entregar-lhes o voto de joelhos, em agradecimento por seu esforço e por sua existência magnânima.
O sujeito admirável, radiante, olha para milhões de pessoas que escolheram outro candidato e nem compreende, dada a sua elevada inteligência, o que faz alguém votar em outro homem que não ele mesmo. Óbvio que não há racionalidade na mente desse eleitor. Afinal, se houvesse racionalidade, o voto teria vindo para quem faz essa brilhante pergunta. É a velha roupa nova do rei. Quem não enxerga a inteligência do projeto de poder do candidato extraordinariamente inteligente só pode ser burro. A superioridade dele é inquestionável. A capacidade mental de quem ainda não percebeu é que é discutível.
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