Neste ano, a festa junina jurídica que antes atravessava o Atlântico cheia de brilho, poder e salamaleques nada republicanos, ficou um pouco mais discreta. O evento aconteceu, os salões continuaram cheios de autoridades, advogados e ministros, mas faltou aquele ar triunfal de impunidade tão presente nesse tipo de evento.
A edição do ano passado, por exemplo, foi escandalosamente bem-sucedida. Com forte presença de ministros, políticos, empresários, muito grana do Banco Master e os integrantes de sempre da aristocracia jurídica brasileira. Lisboa foi invadida pelos nossos maiores problemas e se converteu no mundo particular do Aiatolá do Supremo, onde conferências inócuas se estendiam para jantares, encontros reservados e degustação de uísques...
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