Fala, Zé,
Repara nesses dois fatos, lado a lado.
No dia 16 de setembro, o Federal Reserve subiu os juros por unanimidade, contra a vontade do presidente Donald Trump. Era o banco central mostrando força.
Só que, semanas depois, o título de 10 anos do governo americano voltou a níveis que não se viam desde 2002.
Ou seja: o guardião da moeda mais poderosa do mundo pisou no freio… e o mercado respondeu cobrando MAIS caro pra emprestar dinheiro aos Estados Unidos.
Quando isso acontece, o assunto deixou de ser juro. Virou confiança.
A ex-presidente do Fed Janet Yellen já tinha escrito qual é a saída clássica para um governo que deve demais e não quer cortar gasto: inflação ou calote. Ninguém dá calote no próprio dinheiro.
Então sobra a inflação.
E quando a moeda perde valor, quem paga não é o governo. É quem guardou dinheiro achando que ele ia valer o mesmo amanhã.
É você.
E aqui no Brasil? O IPCA de setembro veio em 0,82%, e o acumulado em 12 meses foi a 4,58%, acima do teto da meta, que é 4,5%.
Por isso, entender inflação deixou de ser assunto de economista. Virou defesa pessoal.
No Brasil, a régua dessa defesa tem nome: IPCA. E tem um título que paga a inflação mais um juro por cima: o IPCA+.
Eu contei essa história inteira num vídeo do meu canal:
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