Jair Bolsonaro está preso e foi proibido, desde julho, pelo STF, de divulgar qualquer tipo de manifesto político-eleitoral, inclusive por meio de terceiros e mesmo de IA. Seu filho, o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, não participou de nenhum debate eleitoral. Diferentemente da campanha de 2022, a corrida presidencial de 2026 repete o padrão de 2018, quando Bolsonaro passou todo o período eleitoral num quarto isolado — após sobreviver a um atentado — e saiu vencedor. Assine o NEIM e compartilhe o nosso conteúdo. Ao contrário do que mostravam as pesquisas eleitorais, Flávio saiu vitorioso do primeiro embate contra Lula e promete repetir a vitória com folga no segundo turno. O segredo para a vitória bolsonarista é fazer com que os Bolsonaros fiquem o mais quietos possível e deixar que o povo preencha o vazio — de manifestações, ideias e propostas — com sua própria imaginação. É a velha estratégia de Spielberg de jamais mostrar o monstro em seus filmes e deixar que as lacunas sejam preenchidas pela cabeça da plateia. Quanto menos se exibe, mais assustador o monstro fica. No caso dos Bolsonaros, a estratégia é a mesma, mas com o efeito inverso: quanto menos eles se mostram, mais inteligente, palatável, equilibrada e honesta a família de políticos parece aos olhos da população. Atualmente, você é um assinante gratuito de Não É Imprensa. Para uma experiência completa, atualize a sua assinatura.
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quarta-feira, 7 de outubro de 2026
#OMonstro
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