#Interlúdio: A imprensa a favorO que se espera de uma mídia com o mínimo comprometimento com o interesse público é que ela seja capaz de, quando preciso, contrariar os seus próprios apoiadores.
Em 1920, Upton Sinclair publicou The Brass Check: A Study of American Journalism. O escritor e jornalista norte-americano já falava, naquela época, sobre conflitos de interesses, dependência econômica e manipulação da informação. Sinclair acusava o jornalismo de alardear sua independência enquanto vendia ao público uma aparência de imparcialidade. Parece que nada mudou. Porque a liberdade de imprensa não significa, necessariamente, independência jornalística. Sinclair demonstrou, com casos concretos, que a informação poderia ser controlada sem a presença de censores ou a intervenção direta do Estado. Bastaria controlar a propriedade dos jornais, suas fontes de financiamento e a publicidade que sustentava suas atividades. Nada mudou mesmo! Assim a censura pode funcionar de forma discreta e silenciosa, por meio das escolhas editoriais e dos interesses de quem financiava a notícia. É exatamente o que a gente viu nas últimas semanas, com a derrama dos milhões de Vorcaro para jornais e jornalistas. O NEIM precisa do seu apoio para continuar Continue lendo este post gratuitamente no app Substack
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quinta-feira, 22 de outubro de 2026
#Interlúdio: A imprensa a favor
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