Ontem, li um artigo curioso no Corriere della sera, sobre o velho Horácio ainda ser um dos autores latinos mais presentes na linguagem cotidiana, pelo menos na cultura europeia. Naquela mesma cultura que a nova direita insiste em dizer que morreu, para idolatrar o classicismo de drywall e o liberalismo monetário dos EUA.
Para o autor do artigo, Gianpiero Rosati, professor de literatura latina da universidade de Udine, a força de Horácio não estaria apenas no conteúdo de suas ideias, mas também na precisão formal com que as exprimiu, com frases breves, imagens fortíssimas e fórmulas memoráveis que atravessaram os séculos e continuam em circulação.
Virgílio, Horácio e Vário na casa de Mecenas; Charles François Jalabert (1819)...
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