Quando escreveu que Deus estava morto, Nietzsche não estava comemorando o triunfo dos ateus, nem inaugurando uma cruzada contra a religião. Estava apenas constatando um fato: os grandes pilares que sustentavam a civilização ocidental começavam a ruir. A fé, a tradição, a autoridade e até a ideia de uma verdade objetiva estavam entrando em decomposição. Entre suas diatribes e loucuras, o bigodudo filósofo alemão olhou para o horizonte e viu o que poucos conseguiam enxergar: um tempo em que cada indivíduo seria obrigado a fabricar sozinho o sentido da própria existência.
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