A comemoração dos 40 anos da morte de Jorge Luis Borges — em 14 de junho de 1986, em Genebra, aos 86 anos — está sendo tratada menos como uma efeméride fúnebre e mais como uma espécie de resgate. A tônica geral, tanto na Argentina quanto na Europa, é a de reinscrever Borges no presente: não apenas o autor canônico de Ficções e O Aleph, mas um escritor que parece cada vez mais adequado à era dos arquivos infinitos, da inteligência artificial, dos labirintos de informação e da literatura como jogo de espelhos.
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