Ciro Nogueira é um servidor exemplar. Ele fazia tudo o que Vorcaro mandava. E tudo saía exatamente como o patrão queria. Segundo a PF, a mesada de Ciro era de 300 mil, mas “podia chegar a 500”. Foi ele quem apresentou a emenda que ampliava a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), para salvar o banco de Vorcaro. O texto foi “elaborado pela assessoria do Banco Master, e entregue num envelope com uma etiqueta com o nome ‘Ciro’”, diz a investigação. Ciro é o tipo de parlamentar padrão da política brasileira, que “instrumentaliza o mandato em favor de interesses privados", como diz o relatório da PF. Já foi acusado de receber propina da Odebrecht e da JBS. Já apoiou Lula, puxou o saco de Bolsonaro, tentou ser vice e Tarcísio, voltou a puxar o saco de Bolsonaro para tentar ser vice de Flavio e, no final, até fez uns acenos a Lula. Mas foi como mordomo do Vorcaro que atingiu o auge da sua carreira política, fato que, talvez, lhe dê uma cadeia. Talvez! Porque até agora Ciro conseguiu se safar de todas as acusações com a ajuda do STF. E se tem mesmo um acordão sendo feito para jogar a sujeira do Master para debaixo do tapete, uma hora ou outra os supremíssimos irão arrumar um jeito de invalidar delações, reinterpretar julgamentos e anular as provas para que todos os escroques possam continuar prestando serviços à bandidagem nacional. Atualmente, você é um assinante gratuito de Não É Imprensa. Para uma experiência completa, atualize a sua assinatura.
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sexta-feira, 8 de maio de 2026
#OMordomoDaRepública
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