Mesmo para o leitor que não conhece o Rio ou nem mesmo viu fotos do Rio antigo, é possível escutar os sons do bonde na Praça Onze, ou dos carroceiros entregando gelo, frutas, os gritos dos moleques jogando futebol no meio dos transeuntes; o leitor sente o cheiro de éter ao ‘entrar’ na farmácia, ou da peixaria antes mesmo de passar por sua calçada. Entre o final do século IXX e o começo do século XX, negros vindos da Bahia e da região cafeeira do Estado do Rio e judeus do Leste Europeu dividiam ruas, escolas e casas no bairro Praça Onze. Eles vendiam mercadorias, produziam boa música e boa comida, tanto uns como outros começando a vida do degrau mais baixo, com heranças não tão distintas como parece.
Traduzindo Hannah Ronaldo Wrobel Editora Record, 2010 272 páginas...
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