Para quê analisar uma novela lançada há mais de 100 anos? O que pode haver de novo para se dizer após ela ser resenhada dezenas de vezes pelos melhores críticos literários do mundo? Józef Teodor Konrad Korzeniowski, ou Joseph Conrad, como é conhecido, nascido em 1857 na região da Ucrânia, escreveu mais de 20 romances e quase 40 outros livros, mas foi sua novela curta, Coração das trevas, publicada em 1898, que tem levantado perguntas que ainda não conseguimos responder.
Em uma escuna ancorada próxima a Londres enquanto espera condições favoráveis de maré, cinco amigos conversam sobre o que se passou alguns anos antes quando Marlow, seu capitão, viajou em um barco a vapor ao coração da África em busca de Kurtz, um funcionário da marinha mercante que parece ter enlouquecido. São dois narradores: o primeiro descreve na primeira pessoa do plural o ambiente, o barco e os tripulantes, inclusive Marlow, que passa a narrar na primeira pessoa do singular a sua história com Kurtz. O leitor é levado ao círculo desses marinheiros e passa a ‘escutar’ o relato como se na presença de Marlow.
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