A palavra traição navegou com desenvoltura pela imprensa para explicar o naufrágio de Jorge Messias na porta do Supremo, quase com a mão na toga. No entanto, o uso do termo parece revelar mais sobre o deserto conceitual da nossa análise política do que sobre o evento em si.
Afinal, a ideia de traição pressupõe a quebra de um acordo, mas que tipo de pacto seria esse? Um contrato institucional onde o Executivo compra cadeiras na Corte com o nosso dinheiro, ou apenas um acerto de contas entre gangues rivais que pararam de se entender? É difícil saber, pois no Brasil a palavra tem pouco valor e os conceitos são fumaça tanto nos discursos dos parlamentares quanto nas colunas de jornal.
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