William Congdon, Crocefisso, 1960 Quando deixamos de entender o mundo? Eis a pergunta que nos faz o escritor chileno Benjamin Labatut. Vivemos em uma época de narrativas fragmentadas, somos assombrados pela imaginação apocalíptica, e como sonâmbulos sonhamos com andróides e ovelhas geradas por IA.
Benjamim Labatut Nascidos in media res, buscamos narrar nossas histórias como se elas tivessem começo, meio e fim, para morrermos também, “no meio das coisas”, como bem nos lembra Frank Kermode. E quanta angústia nos leva a acreditar e alimentar um fim apocalíptico, com seus impérios, decadências e suas renovações? Criamos ficções para dar sentido e ordem ao mundo. A imaginação narrativa gera a beleza exuberante das cores de Van Gogh, mas também as câmaras de gás e o sol atômico. Gostamos de dizer que somos racionais e seculares, mas há tanto de superstição e irracionalidade no mundo contemporâneo quanto nos mais primitivos tempos passados. As velhas/novas ideologias continuam a pregar mudanças radicais no mundo, continuam a sacrificar vidas em busca de suas utopias seculares, cientificistas e pseudoredentoras. Diante de um mundo que já não entendemos, buscamos respostas nas estrelas, no escapismo digital, nos algoritmos. Mas a verdadeira reposta parece estar mais próxima de nós do que imaginamos, no simples olhar caridoso para com o outro, no cultivo do jardim comum a todos, este da cultura, e no meio deste jardim, encontrar a cruz que nos redime. O senhor(a) é atualmente um(a) assinante gratuito(a) de Bunker do Dio. Para uma experiência completa, faça upgrade da sua assinatura.
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quarta-feira, 1 de abril de 2026
Quando deixamos de entender o mundo?
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