Obrigado pela sua leitura! Quando foi lançado, em meados de 2024, o marketing do filme Guerra Civil, de Alex Garland, e com Wagner Moura no elenco, provou-se simplesmente genial porque enganou todo mundo. Enganou quem gosta de Wagner Moura. Enganou quem odeia Wagner Moura. Enganou quem não suporta Donald Trump. Enganou quem não suportava Joe Biden. Porque o longa não é nada sobre isso. Não é sobre polarização. Não é sobre como os EUA chegarão a uma Guerra Civil. E muito menos é uma ode sobre o jornalismo. O que Alex Garland criou foi uma meditação soberba sobre a pedagogia do Mal - e na qual a imprensa se tornou um pós-doutorado nesta disciplina chamada “desumanização”. A história do longa já é sabida: quatro jornalistas saem em direção à capital federal dos EUA, no meio de um conflito catastrófico que atinge o país, para reportar, em texto e em imagem, a invasão de Washington e a execução do Presidente da República (um “tirano”, segundo as forças secessionistas que estão contra a União). Desses repórteres, Kirsten Dunst faz a fotógrafa exausta de ver tanto horror; Cailee Spaney é a discípula que tenta vampirizar a primeira; Stephen McKinley Henderson é o ancião que é um poço inútil de sabedoria; e Wagner Moura é o repórter que tem muito tesão para dar, especialmente quando alguns mísseis explodem no horizonte. Por meio desse grupo, Garland mostra que a vida é nada mais, nada menos que uma travessia na pedagogia do Mal - e de como o jornalismo, na verdade, não passa de uma amortização dos nossos sentimentos mais nobres e como ele nos transforma em rematados canalhas. Duvidam? Vejam o filme e tirem suas conclusões porque trata-se de uma obra-prima da ambiguidade estética e moral (algo que, infelizmente, falta à boa parte dos espectadores no mundo todo). No fim do longa, só há uma coisa a se dizer: a verdadeira guerra civil não acontece entre instituições e sistemas de governo. Ela acontece no nosso coração. *** Por falar em “pedagogia do mal”, precisamos avisar que, na próxima sexta-feira, teremos um ensaio inédito (por completo, sem marmita) de minha autoria sobre o livro Frankenstein, de Mary Shelley. Bem, não é sobre o livro em si, mas sobre suas ramificações, por assim dizer. E mais não digo, porque vocês precisam lê-lo. Modéstia às favas, é uma das melhores coisas que já escrevi. A pedido do mecenas que o encomendou (e que permanecerá anônimo), o ensaio ficará disponível na íntegra apenas aos assinantes pagos. O que significa que vocês, caros leitores, precisam aprender o seguinte: este Substack só funciona porque tem gente que ainda o banca. E só vai funcionar se continuar dessa maneira. Escrever dá trabalho, pesquisar dá trabalho e, como aqui ninguém usa IA, dá trabalho sobreviver disso. Portanto, se alguém quiser imitar o exemplo do bom mecenas acima, me procure via DM no Substack ou no e-mail martim.vasques@gmail.com para conversarmos sobre temas e condições. E quem não quiser, problema seu. É você que está perdendo. *** E quem está perdendo, na verdade, é aquela pessoa que ainda não descobriu a obra de Bruno Tolentino. Mas não se preocupe: a Pessôa Editora lançará as obras completas de um dos maiores poetas da língua portuguesa (e todo mundo já sabe que sou um dos herdeiros dele, então que se dane o full disclosure porque não falo nenhuma mentira). O primeiro livro a sair será A Imitação do Amanhecer: De resto, você pode saber mais sobre como adquirir o conjunto completo das obras aqui. *** Quem quiser colaborar com o meu trabalho, além do valor da assinatura desta newsletter pessoal, pode me ajudar por meio do pix: martim.vasques@gmail.comE quem quiser apertar o botão abaixo só para fazer a minha felicidade - e manter essa newsletter de modo mais profissional, be my guest: AVISO: NOVO CURSO - RAÍZES (E CONSEQÜÊNCIAS) DO TOTALITARISMO BRASILEIROUM TRECHO LOGO ABAIXO:Queridos leitores: Temos um novo curso: RAÍZES (E CONSEQUÊNCIAS) DO TOTALITARISMO BRASILEIRO. (No decorrer das aulas, os alunos perceberão que eu falo “Raízes do autoritarismo brasileiro” o tempo todo, mas o nosso departamento de marketing resolveu alterar o título para melhorar as vendas. Não vou discutir.) Trata-se de um prosseguimento do assunto que abordei nos cursos anteriores (mas agora aplicados na perspectiva brasileira), De Zero a Nero - O que Shakespeare ensinou a Peter Thiel sobre os rumos da liderança, e Além do Zero: Vivendo na Religião da Tecnologia, que você pode adquirir respectivamente aqui e aqui. Serão seis aulas, de 30 minutos a 1 hora de duração, todas já gravadas. Aqui vão os temas abordados: O curso é também uma reflexão sobre certas obsessões minhas e que me acompanham desde a época do meu segundo livro, A Poeira da Glória (2015) e depois em A Tirania dos Especialistas (2019), indo até A Disciplina do Deserto, minha obra derradeira. Este livro será publicado em 2026, se os deuses do mercado editorial permitirem. Dito isso, chegamos ao grande momento: Quanto custará o curso?E a resposta é: Você decide.Isso mesmo: Quem determinará o preço será você, não eu.Veja os temas que serão abordados. Veja a qualidade gráfica do material promocional. Veja o seu interesse. Veja como isso pode te ajudar na sua vida pessoal e pública. E aí você envia o valor no PIX abaixo:martim.vasques@gmail.comAssim que fizer o pagamento, mande uma mensagem no mesmo endereço acima (vou reforçar: martim.vasques@gmail.com), com o assunto escrito da seguinte forma - CURSO RAÍZES TOTALITARISMO -, e eu vou lhe enviar um link com acesso, também por e-mail, a uma pasta especial no Google Drive, onde haverá todo o material disponível do curso (é importante reforçar que é bom ter uma conta no Google). Observação importante: Não haverá reembolso no valor a ser pago (e se alguém precisar de Nota Fiscal, posso providenciá-la sem problemas, desde que me informe todos os dados necessários). (Pediria também a paciência de me dar um prazo de 24 horas para responder, pois sou “o exército do eu sozinho” nesta empreitada) Qualquer dúvida, é só conversar comigo por e-mail ou via DM do Substack. Agora a única coisa que posso lhes dizer é: obrigado pela confiança no meu trabalho - e eu espero que consiga cumprir as expectativas. Um forte abraço do MVC You're currently a free subscriber to Presto. For the full experience, upgrade your subscription.
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quarta-feira, 8 de abril de 2026
A Pedagogia do Mal
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