A esposa do ministro Alexandre de Moraes tentou explicar o contrato de 130 milhões com o Banco Master. No comunicado oficial, listou-se uma infinidade de serviços prestados. Não convenceu ninguém. Mas não foi somente a doutora Xandona que fechou contrato com “preços muito acima dos praticados no mercado”. Ao que parece, Vorcaro não gostava de gastar dinheiro apenas com vinhos, charutos, barcos luxuosos e lindas garotas da vida do leste europeu. A imprensa faz seu contorcionismo para evitar a palavra propina. Em off, alguns advogados admitem a “estranheza” de um escritório de advocacia “sem expertise” cobrar valores “estratosféricos” por serviços “sem muita complexidade”, como os listados na explicação da doutora Xandona. Até agora, o escândalo Master se configura mais como lavagem de dinheiro do que crime contra o sistema financeiro. Há muita semelhança com o mensalão e o petrolão, em que a grana roubada era distribuída a políticos e agentes públicos por meio de contratos que simulavam a prestação de serviços.
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quinta-feira, 12 de março de 2026
#Incompatível
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