Alexandre e Viviane de Moraes O ministro Alexandre de Moraes está certo quando diz que juiz não pode julgar processo em que parente é advogado. Isso nunca esteve em discussão. A hipocrisia começa antes do julgamento. Enquanto o STF posa de guardião da moral institucional, o escritório da esposa de um de seus ministros mantém um contrato de até R$ 129 milhões com o Banco Master, investigado por fraudes bilionárias e alvo de decisões recentes do próprio Supremo. Não é crime nem ilegal, mas é, no mínimo, indefensável do ponto de vista ético. A pergunta é:
E aí vem o teatro. Em vez de enfrentar o desconforto óbvio, a resposta é carimbar críticos como ‘agressores’ e acusá-los de espalhar ‘mentiras’ e ‘ataques ao tribunal’. Como se a indignação fosse invenção da internet, e não consequência direta da falta de pudor institucional acumulada há anos. O STF não errou ao explicar essa regra do impedimento, errou ao fingir que isso resolve tudo e que a gente vai se confundir com a explicação. Porque confiança não se impõe com nota à imprensa nem com declaração na TV Justiça. E imparcialidade não é só não julgar o processo, é não lucrar com o entorno dele. Sr Ministro Alexandre, o problema não é jurídico. É simbólico, você sabe melhor do que ninguém. E símbolo quebrado não se conserta gritando “é mentira”. A cada nova explicação, o que cresce não é a confiança, é a sensação de impotência e vulnerabilidade da Justiça. Cansa, viu? Atualmente, você é um assinante gratuito de Não É Imprensa. Para uma experiência completa, atualize a sua assinatura. |
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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026
#STF:HipocrisiaMoral
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