A morte brutal do cão Orelha mostrou o que há de pior no ser humano. Não apenas por parte do assassino do cachorro, mas também por parte da turba que pede vingança travestida de justiça. O tribunal das redes sociais condenou 6 adolescentes antes de qualquer julgamento legal. Durante duas semanas, fotos de vários menores foram compartilhadas como se fossem assassinos devidamente condenados. Empresas de turismo, influencers e até mesmo congressistas conclamavam pelo boicote de empresas relacionadas às famílias dos adolescentes (aparentemente ninguém pensou nas dezenas dos funcionários que nada tinham a ver com a história). Outros jovens pediam que organizações criminosas vingassem o cão. O inquérito policial, contudo, apontou apenas um jovem como suspeito. A inquisição virtual não se convenceu. Os comentários agressivos nas redes continuam clamando pelo indiciamento e condenação dos outros rapazes. Pessoas que nunca pisaram na cidade de Florianópolis sabem mais sobre o crime do que os policiais, os delegados, o veterinário legista e a imprensa que apurou os fatos. Essas pessoas, inclusive, nunca viram uma imagem real do Orelha, já que a foto que circulou na mídia e que foi símbolo dos protestos pelo país afora é falsa, feita por IA. Assine Não É Imprensa para desbloquear o restante.Torne-se um assinante pagante de Não É Imprensa para ter acesso a esta publicação e outros conteúdos exclusivos para assinantes. Uma assinatura oferece a você:
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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026
#OCãoeOBode
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