#Interlúdio: a sociedade da insignificânciaFormos drenados pela banalidade ao ponto de entrarmos num processo de desaculturaçãoMilan Kundera tem um livro chamado A festa da insignificância. Um romance sobre uma geração inteira de heróis autointitulados que acabaram descobrindo, da pior forma possível, que não eram heróis, nem vilões, nem mesmo aquelas pessoas maravilhosas que descreveram nos próprios necrológios. Insignificantes, tal qual as pobres almas que Dante encontra no inferno: débeis, exangues e sem importância, que o mundo inteiro deveria ignorar por serem indignos de justiça ou de misericórdia, ou como naquele conselho do maestro Virgílio: “só olha e passa”. Mas por conta de uma curiosidade mórbida, olhamos, paramos, damos, enfim, a audiência indevida. Porque nossa atenção é sempre disputada por uma diversidade de coisas débeis, exangues e sem importância, que o mundo inteiro deveria ignorar... Assine Não É Imprensa para desbloquear o restante.Torne-se um assinante pagante de Não É Imprensa para ter acesso a esta publicação e outros conteúdos exclusivos para assinantes. Uma assinatura oferece a você:
|
Total de visualizações de página
domingo, 8 de fevereiro de 2026
#Interlúdio: a sociedade da insignificância
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário