#Interlúdio: Revolucionários do status quoOs comunistas de shopping center só incrementam o capitalismo quando pretendem chocar a burguesiaEm maio de 1968, estudantes franceses se organizaram para ocupar a administração da Universidade de Paris. Sob a liderança do jovem anarquista Daniel Cohn-Bendit, nasceu o Mouvement du 22 de Mars. A ocupação era um protesto contra as medidas disciplinares impostas a estudantes que haviam se excedido em atos contra a Guerra do Vietnã, mas logo foi tomada por demandas burocráticas, como a exigência da contratação de novos professores, a construção de novas salas de aula e, principalmente, a reforma completa no sistema de provas que, segundo os estudantes, eram rigorosas demais. O reitor também resolveu protestar. Chamou a polícia, que esvaziou o prédio em pouco mais de meia hora. Muita gente garante que essa foi a primeira vez que policiais entraram, oficialmente, na Universidade de Paris. Não é verdade. A primeira foi ainda na Idade Média, quando os arqueiros do rei tiveram que escoltar São Tomás de Aquino para que ele pudesse dar sua aula inaugural, enquanto os manifestantes, contrários a aulas muito rigorosas, impediam a entrada dos estudantes. Assine Não É Imprensa para desbloquear o restante.Torne-se um assinante pagante de Não É Imprensa para ter acesso a esta publicação e outros conteúdos exclusivos para assinantes. Uma assinatura oferece a você:
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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026
#Interlúdio: Revolucionários do status quo
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