O contrato de R$ 1,5 milhão para a construção de uma sala VIP, que seria usada exclusivamente pelos 27 ministros do TST, foi cancelado. O espaço garantia carro privativo e equipe de apoio para evitar o contato com “pessoas inconvenientes”, expressão usada pelo próprio tribunal para justificar a obra.
A decisão unânime, conduzida pelo novo presidente do TST, ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, foi um raríssimo gesto de sobrevivência e adaptação dentro do Judiciário. Um ambiente que parece cada vez mais hostil e alheio à realidade do país. Vieira de Mello - que não é nenhum candidato à canonização - mostrou algo simples e óbvio, mas que é uma grande exceção: a noção de que há um limite para o privilégio quando a paciência do contribuinte parece caminhar para um ataque de fúria. Convém lembrar que o Brasil é o único país do mundo com uma Justiça do Trabalho autônoma. Manter estruturas caras e rituais de distinção social faz parte da nossa paisagem. Portanto, ainda que o recuo do TST seja apenas o óbvio a ser feito, é preciso reconhecer que, no Brasil, fazer o óbvio é um grande avanço. Atualmente, você é um assinante gratuito de Não É Imprensa. Para uma experiência completa, atualize a sua assinatura. |
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sábado, 11 de outubro de 2025
#LucidezVIP
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