#ÚltimoHomemO brasileiro é o Último Homem de Nietzsche: que renuncia qualquer idealismo, heroísmo e paixão pelo conforto mínimo da mediocridade
Retornei ao Brasil depois de 15 dias na Europa. Tento me atualizar sobre o país durante minha ausência: Moraes viajou no avião de Vorcaro, Flávio Bolsonaro idem, Lula aumentou o bolsa-família para comprar mais votos, Dino mantém a onda de fake news sobre Nossa Senhora Aparecida para ajudar Lula na eleição. Assine o NEIM e compartilhe o nosso conteúdo. Continue lendo este post gratuitamente no app Substack
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terça-feira, 29 de setembro de 2026
#ÚltimoHomem
#VotoÚtilNoInútil
#VotoÚtilNoInútilDilma avisou há 13 anos: nós podemos fazer o diabo para ganhar a eleição.
Tenho certeza que Bolsonaro ganhou a eleição em 2018 porque a facada o impediu de ir nos debates. Se tivesse aberto a boca, teria perdido. Como a maçã nunca cai longe da macieira, seu filho pode ganhar, mas tem que ficar de boca fechada...
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#GovernoEleitoreiro
Urna ou caça níquel? O governo cobrou 30 milhões de reais de cada empresa de aposta pra funcionar no Brasil. A licença era de cinco anos, mas devem ter aproveitado uns vinte meses. Você já sabe que o Lula proibiu as bets, né? A explicação dele é que a regulamentação era um teste. Se não desse certo, fechava. Não deu. Olha só que coincidência: o resultado do teste saiu dias antes da eleição. Timing que chama. Eu nem preciso falar que vício é doença. Tem muita gente jogando o dinheiro da própria comida direto na boca do tigrinho. Minha dúvida é outra: por que isso ficou urgente justo agora? Óbvio, tenho umas hipóteses. A mais simples: é popular. Pesquisa da Atlas mostrou 75% dos brasileiros a favor de acabar com as bets. Em eleição apertada, ninguém deixa 75% em cima da mesa. Ainda mais anunciando junto com o novo Desenrola. No mesmo dia! Legal que o governo fechou o cassino e abriu o balcão pra renegociar o que você perdeu no cassino. Coincidência que chama. Segunda: as mulheres. Quase 70% de quem aposta é homem. Entre as mulheres, o apoio à proibição chega a 82%. Justo o eleitorado em que o Flávio vinha crescendo. O Brasil já viu esse filme. Em 1946, o Dutra fechou os cassinos, e a versão mais contada é que foi pressão da mulher dele, a Dona Santinha, carola de missa diária. Oitenta anos depois, a pressão não vem da mulher do presidente. Vem da mulher dos outros. As eleitoras. E tem um efeito colateral interessante. Quem recebe Bolsa Família já estava proibido de apostar por decisão do STF. Mas agora acabou pra todo mundo. Não existe mais o pobre proibido de apostar enquanto o resto pode. Agora ninguém pode. E isso aconteceu oito dias depois do reajuste de 15% no Bolsa Família. Outra puta coincidência. No Programa Canal Livre da Band, perguntado se o reajuste era eleitoreiro, o Lula respondeu assim: “Se isso vai ser eleitoreiro ou não, o que importa para mim?”. Essa frase serve pras bets também. Foi eleitoreiro? Hummmmmm, acho que não. Só foi eleitoralmente conveniente mesmo. Mas não é a primeira vez que o Lula acaba com o jogo por medida provisória. Em 2004, no meio de um escândalo envolvendo bicheiro, ele proibiu os bingos. E o que aconteceu? O Senado derrubou a medida provisória. Por 32 X 31. Essa nova também vai ter que passar pelo Congresso. Se derrubarem de novo, olha só que coincidência de novo: vai ser só depois da eleição. Atualmente, você é um assinante gratuito de Não É Imprensa. Para uma experiência completa, atualize a sua assinatura.
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