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segunda-feira, 6 de julho de 2026
🔥 EDITAIS PUBLICADOS - JULHO
Da arte da bola nos quadrinhos
Por Dionisius Amendola Eu amo quadrinhos e amo futebol, artes tão populares e de efêmera eternidade. Encontrar nos quadrinhos de Marcelo Quintanilha o futebol é como ver as crônicas de Nelson Rodrigues e Armando Nogueira ganharem traço e forma. Não apenas Quintanilha representa a dinâmica do jogo de forma fluída e dramática, há ainda os movimentos de alma e do coração dos protagonistas, que elevam a narrativa ao seu excelso trágico. Luzes de Niterói ganha nova edição em preto e branco, confesso que senti falta das cores da edição original, mas aquilo que se perde na falta do colorido é compensado pela beleza pura dos traços do artista. Eldorado é inédito trabalho do nosso quadrinista maior, e nele encontramos os mesmos personagens de Luzes de Niterói. Nas páginas deste gibi magistral, que trata de nossas paixões e esperanças, da busca pelo sonho que se desfacela em pedaços pelo acaso, nos deparamos com a verdade máxima do futebol, este esporte que carrega significados e simbolismos imensos para todos nós, fiéis ou infiéis da pelota: “ a bola corre mais que os homens”. Leiam gibis, leiam Quintanilha! ** ** O senhor(a) é atualmente um(a) assinante gratuito(a) de Livraria Trabalhar Cansa. Para uma experiência completa, faça upgrade da sua assinatura.
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Uma utopia chamada Brasil
A Seleção é um símbolo único do Brasil. Carrega esperanças, sonhos, encanto. E também representa nossas frustrações, misérias e decepções. Foi com a Seleção que a síntese entre Estado e Povo se concretizou e realizou a utopia de uma nação. A Seleção deu significado a nosso hino e à nossa bandeira para além das instituições formais do país, foi com nossos selecionados que o povo encantou-se com si mesmo e com o que somos, com o que podemos ser. Torcer para o Brasil em Copas é algo que nos move e comove, a grande maioria dos brasileiros ainda ama e reconhece a nossa “melhor utopia”, ainda que seja sempre um amor por vezes não correspondido, ainda que seja um amor que toma a forma do autodesprezo, alias, eis uma característica marcante de nossa personalidade comum. Quando a Seleção entra em campo, até os indiferentes torcem, mesmo que seja contra. Quando a Seleção perde, perdemos todos. É como um luto nacional. Mesmo os que mais “odeiam” a Seleção sabem que no fundo, no fundo, eles também perderam, afinal, somos todos inescapavelmente brasileiros (e não adianta vestir camisa de outro país, não somos o “gringo”, jamais seremos aceitos como “gringos”). Na minha vida já acompanhei, vibrei e chorei em Copas - a primeira, a de 82, foi um trauma que levei no coração por décadas; o 7 x 1 foi um ato do absurdo, e virou meme, então dos traumas, o menor. Sim, hoje marca mais uma decepção. Mas se tem uma coisa que qualquer um que goste de futebol sabe, é que não é possível vencer todas. Uma geração encerra seu ciclo. Quem de nós faria melhor? Uma nova geração inicia sua história. Que por nós, eles façam melhor. E que aqueles que cuidam de nosso futebol entendam que precisamos voltar às nossas raízes para voltarmos a ser vitoriosos. “Não é um fim, é o início de um novo ciclo esta derrota.” Essas foram as palavras de Carlo Ancelloti hoje na entrevista da derrota..Ou do novo comeco e que seja um futebol mais brasileiro, mais nosso, mais utópico. É isso. O Hexa vem, ainda que a bola insista em correr mais que os homens. O senhor(a) é atualmente um(a) assinante gratuito(a) de Bunker do Dio. Para uma experiência completa, faça upgrade da sua assinatura.
© 2026 Dionisius Amendola |


