Mais uma entrevista de Gilmar Mendes é tudo o que o Brasil mais precisa. Como seria viver neste país sem saber o que Gilmar pensa, ou como votará nos casos em que ainda vai julgar? E Roda Viva é o nome mais adequado que um programa poderia ter para entrevistá-lo. Um eterno girar em círculos que não chega a lugar nenhum e só provoca certo enjoo. Mas, ao falar de si mesmo e aceitar toda a pompa e circunstância que seus 24 anos de STF lhe proporcionam, ele cometeu um momento inédito de honestidade logo no início da entrevista:... Assine Não É Imprensa para desbloquear o restante.Torne-se um assinante pagante de Não É Imprensa para ter acesso a esta publicação e outros conteúdos exclusivos para assinantes. Uma assinatura oferece a você:
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quarta-feira, 24 de junho de 2026
#AnimadorCultural
O Julgamento Do Avesso
Obrigado pela sua leitura! O Julgamento Do Avesso"Grande Sertão: Veredas" é um código secreto que esconde uma revelação muito perigosa sobre o Brasil
Em Grande Sertão: Veredas, o épico enigmático de João Guimarães Rosa, depois de ter tido a sua epifania com o menino no São Francisco, o personagem principal Riobaldo Tatarana escolhe a profissão de professor primário, mas a abandona assim que se depara com o bando de Joca Ramiro e fica fascinado com a liberdade dos jagunços em relação às coisas do mundo. Aprende a manejar armas de fogo com tamanho afinco que todos falam que ele “atira com o sprito”. Seu respeito nesta sociedade hierarquizada, que nos remete à ordem dos cavaleiros da Idade Média (com a vantagem de que Rosa não nos apresenta uma visão romantizada da bandidagem, pois o próprio Riobaldo admite que cometeu saques e estupros nas vilas pelas quais passou), cresce conforme Diadorim o faz mais próximo de seu pai, em guerra com outro jagunço, Zé Bebelo, o aliado das forças do governo da República Velha (e que, por ironia do destino, foi aluno seu na época em que era “secretário particular”). A vida de jagunço é revelada camada após camada como repleta de escolhas morais. É aí que Riobaldo se confronta com o problema do Mal: O que faz o Diabo em um mundo que foi criado por um Deus que quer somente o nosso bem? Será que o Diabo, o Demo, o Cão, o O, a Serpente, o Cânhamo, conforme os diversos nomes que possui, realmente tem algum poder que possa competir com o de Deus? Como Riobaldo já possui a visão de eternidade, será que nunca venderá a alma ao Diabo? Ele entrará em uma luta sem trégua que se complicará ainda mais com a traição do jagunço Hermógenes, o defensor implacável da violência como único meio de instituir a ordem no sertão, ao chefe Joca Ramiro. Cada personagem tem seu demônio particular, e Hermógenes, em parceria com Ricardão, outro jagunço mais ladino, e seu “bando de judas”, será o antagonista de uma luta pelo poder que começou em uma das grandes cenas do livro, a do julgamento de Zé Bebelo por Joca Ramiro. Bebelo é capturado pelo grupo de Ramiro e é na hora de dar a sua sentença que Joca Ramiro prova a sua soberania em harmonia com as leis divinas. O julgamento é a representação simbólica do confronto entre a ordem e a desordem que existem na esfera pública e privada que ocorre na alma de cada participante – e do palco do sertão transformado em um espelho do Brasil. Mas é algo mais: é o julgamento no qual a inteligência de cada um ali será avaliada o tempo todo e todos se mostrarão em sua verdadeira humanidade – mesmo que esta surja em sua sordidez, como é o caso de Hermógenes. O que Joca Ramiro, considerado pelos seus jagunços como “o grande imperador” do sertão, quer permitir é a deliberação sobre o livre-arbítrio do réu – que, por meio exclusivo das palavras, vira o jogo e consegue a suspensão da sentença violenta que lhe seria imposta. Riobaldo percebe claramente o que está por trás da intenção dos que desejam a violência como solução do conflito – e, pela primeira vez desde que entrou no bando de Ramiro, decide expressar sua opinião, defendendo a paz em vez da guerra, justamente porque conhecia Bebelo do seu passado e o reconhece como ser humano. “Toda hora eu estou em julgamento”, diz o réu – e o mesmo pode ser aplicado a cada um dos juízes que estão ali presentes. Este momento de Grande Sertão também é interpretado como uma visão cifrada da História brasileira, principalmente pelas alusões e trocadilhos contidos nos nomes dos personagens que se encontram no centro do julgamento – e cada um ali é uma alegoria das forças que também se confrontavam entre o vácuo institucional que existia na República Velha e o surgimento das novas forças que, na cronologia do romance, dariam origem ao governo que sucederia à Revolução de 1930. Assim, de acordo com o pesquisador Luiz Roncari no livro O cão do sertão, o nobre Joca Ramiro representa a aristocracia de Juca Paranhos, o famoso Barão do Rio Branco, que, por ser um sobrevivente do ocaso do Império, tendo um amor doentio pelo Brasil, tentava manter a coesão da República com suas manobras diplomáticas internas e externas – e não à toa, o próprio Guimarães Rosa tinha um retrato de Paranhos em seu gabinete no Itamaraty; Zé Bebelo, com seu domínio das palavras e capacidade de mudar a situação política graças a uma artimanha retórica, seria Rui Barbosa, defensor do republicanismo e de um governo civil que resolveria de uma vez o caos sem solução nos territórios mais inóspitos do país; e Hermógenes é a própria força da desordem que corrompe a tudo e a todos, que desorganiza a unidade nacional conquistada a muito custo – e também pode ser uma piscadela ao presidente Hermes da Fonseca, que, na verdade, era um fantoche nas mãos do caudilho gaúcho Pinheiro Machado, como acontecia no julgamento no sertão, pois Riobaldo observa que o jagunço traidor age sob a influência de Ricardão, muito mais astuto e sutil em sua lógica distorcida. A união entre Ricardão e Hermógenes será justamente a corrupção desta frágil harmonia – e da qual o julgamento de Bebelo simboliza os diversos vetores que mantinham o Brasil em um funcionamento mínimo, denegrindo a hierarquia em função da simples pilhagem. Conforme a observação de Heloísa Vilhena de Araújo, a traição desses judas é também a traição do livre-arbítrio que Joca Ramiro quer manter em seu bando, a traição de qualquer possibilidade de comunicação verdadeira, “a significação contida nas palavras, aniquilando-as e substituindo-as por zurros e urros animais ou por falsidades e superficialidades”. A consequência desse ato é o enfraquecimento da individualidade de todos os participantes do julgamento e a inversão de qualquer chance de distinção pessoal, a começar por Zé Bebelo; por uma dessas ironias que só acontece no Brasil, este último acaba virando o sucessor de Ramiro no bando logo após a sua morte, mas tem noção de suas limitações como líder e apenas faz a transição para o comandante final, que conduzirá os jagunços à última batalha de suas vidas – e este será ninguém menos que Riobaldo Tatarana. Esta busca obsessiva pelo “comandante final” que resolverá o embate demoníaco no sertão brasileiro faz o leitor perceber, ao deparar com Grande Sertão: Veredas, que Guimarães Rosa também está desfiando o seu crepúsculo dos deuses. Trata-se do fim de uma era – aliás, o leitmotiv central dos grandes romances criados no século XX, de A Montanha Mágica, de Thomas Mann, a Em busca do tempo perdido, de Marcel Proust. A razão para tal acontecimento aparentemente tão fatalista é que Rosa percebe que o Brasil (e também o mundo) ruma para uma realidade em que o homem se torna um animal urbano. Esta condição material o leva à secularização da alma – e a um novo tipo de barbárie. Eis o ponto de contato entre o famigerado capitalismo e o tolo socialismo: ambas são ideologias materialistas, em que o ser humano é visto como um produto de compra e venda ou como um resultado determinista da luta de classes. Qualquer possibilidade de transcendência é negada, e aqui está a principal intenção do Diabo: impedir o encontro com o que é realmente importante para que o homem seja apenas mais um verme na hora da sua morte. O crepúsculo dos deuses na visão de Guimarães Rosa, no entanto, é também visto como o início de uma nova fase na vida espiritual da nação – o momento em que teremos o aprofundamento deste mistério na frutificação de nossa existência interior e na realização da “unidade nacional”, em que o governo será o único que pode dar coerência a esta balbúrdia chamada Brasil. Dessa forma, Grande Sertão: Veredas é, paradoxalmente, o romance de formação do Brasil, o registro poético da “transformação do caos de experiências e conhecimentos em uma estrutura orgânica” (na bela definição de Otto Maria Carpeaux), o livro que mostra o seu início e o seu fim – para defender depois o surgimento de uma nova era que ainda ninguém sabe se tem prazo para acabar. Não é por acaso que estabelece um diálogo imediato com outra grande obra que também tenta interpretar o Brasil – Os sertões, de Euclides da Cunha. A semelhança não se dá apenas nos títulos de cada livro – ocorre também no fato de que, como afirma Willi Bolle em grandesertão.br, o sertão é mais do que uma paisagem física, é sobretudo “uma forma de pensamento”, uma maneira de ver o Brasil como um país que só pode ser redescoberto se for explorado em seu interior, como uma terra ignota para os seus habitantes, em especial os urbanos. Porém, o diálogo entre Rosa e Euclides não se dá de maneira harmônica; se este último quer organizar o sertão por meio de uma experiência racional e controlada, usando ao máximo as forças da técnica e da retórica artificial, mesmo que isso prejudique o testemunho da realidade, o objetivo de Rosa é caracterizar o sertão como um lugar labiríntico. Aqui, as três camadas de leitura descritas por Luiz Roncari tornam-se ideais para sobrepor os três modos como a vastidão do deserto do norte das Minas Gerais se comunica com o centro árido da Bahia de Canudos (ou de Canudos da Bahia, dependendo do ponto de vista), na análise aguda de Benedito Nunes:
Da mesma forma que Euclides da Cunha teve uma visão do “deserto particular” quando desembarcou em Canudos para narrar o seu massacre, Guimarães Rosa elaborou uma paisagem metafísica em que o grande sertão não é mais o Brasil, mas o mundo como um todo. O primeiro crítico que percebeu esse paralelo foi Antonio Candido, em seu ensaio “O homem dos avessos”, que, desta vez, não cai na arapuca do determinismo sociológico e consegue entender que o épico de Rosa se movimenta em uma ambiguidade concentrada que o torna um labirinto de palavras o qual, no seu centro, protege um Minotauro aterrorizante. E por que este monstro precisa de sua proteção? É o que temos de descobrir se admitirmos, antes de tudo, que Grande Sertão: Veredas é um retrato criptografado do Brasil que oculta uma mensagem muito mais perigosa do que aquela que foi defendida no final de Retrato do Brasil, escrito por Paulo Prado. É neste ponto que as semelhanças entre os épicos de Euclides e Rosa ficam mais evidentes – assim como a inusitada ponte que se faz com o surgimento de Getúlio Vargas nas décadas de 1930-1940 e sua tragédia pessoal e pública no início dos anos 1950. Em outro grande momento de Grande Sertão, Riobaldo, já transformado em grande chefe do bando de jagunços (e, presumivelmente, tendo feito o pacto com o Demônio nas Veredas Mortas), decide fazer algo que seus chefes anteriores jamais conseguiram: atravessar o Liso do Suassarão – nada mais nada menos que o coração do deserto, limiar entre o norte de Minas e a Bahia, um lugar tão inóspito que não tem nada de “liso” e sim de “árido” e pedregoso. Como não há outra maneira para o bando exceto aceitar o comando – pois, do contrário, seria massacrado pelo bando de Hermógenes –, lá vão os jagunços enfrentar o ar seco e o sol de carrasco. Para a surpresa de todos, a travessia é bem-sucedida e, logo depois da vitória, encontram a mulher oficial de Hermógenes, uma católica devota e primitiva que também veio da Bahia. É então que se deparam com um velho de barba longa e grisalha, vestido em uma túnica rasgada, cabelos compridos e esvoaçantes, com uma arma arcaica, parecida com um cajado. Trata-se de uma representação simbólica de Antônio Conselheiro – e Guimarães Rosa não deixa dúvidas a respeito disso ao escrever que “acabando que, para me render benefício de agradecimento, ele me indicou, muito conselhante, que, num certo resto de tapera, de fazenda, sabia seguro de um dinheirão enterrado fundo, quantia desproposital”. No livro O cão do sertão, Luiz Roncari vai às últimas consequências dessa interpretação. Para ele, o encontro com o velho que imita o Conselheiro – e a dica que dá a respeito da soma de dinheiro que estaria enterrado, como um tesouro – é uma crítica à “fantasia do eldorado” – a cidade perdida na selva que, segundo algumas lendas, estaria coberta de ouro – “que marcara a conduta do homem do país desde a colonização e era tema corrente nas interpretações do Brasil e na própria obra de Guimarães Rosa”. Era uma experiência de retrocesso – e não de avanço, como depois esta seria novamente simbolizada por outra representação histórica, desta vez de alguém oposto a uma figura polêmica e religiosa como o líder de Canudos – “um sujeito político por excelência”: Getúlio Vargas. Já no final de Grande Sertão, logo depois do combate entre Hermógenes e Diadorim, com a morte trágica deste último, Riobaldo renuncia à liderança dos jagunços e parte para voltar às Veredas Mortas, o lugar onde teria feito o seu pacto diabólico. No caminho, para na Fazenda Barbaranha e reencontra-se com o dono do lugar, seo Ornelas. Roncari não hesita em identificar as referências: “Barbaranha” é uma homenagem a Oswaldo Aranha, ex-ministro das Relações Exteriores durante o Estado Novo e ministro da Fazenda no governo democrático de Getúlio, que, por sua vez, surge no dono da fazenda onde se hospeda Riobaldo através da recorrência sonora ao seu sobrenome do meio – Dornelles. O jogo de nomes e de linguagem é a maneira labiríntica que Guimarães Rosa encontrou para não limitar sua obra a uma mera referência histórica. Essas personagens históricas estão ali porque o que ele deseja, como escritor que cria o seu crepúsculo dos deuses, é que a História seja transformada em mito. Contudo, isso guarda um perigo monstruoso para a sensibilidade do leitor brasileiro: trata-se da estetização da política como forma de embelezar o poder e não perceber que a ânsia de querer ser o “comandante final”, o “chefe de tudo e de todos” – como foi o caso de Riobaldo – faz parte da mesma fantasia de encontrar o eldorado, de querer transformar a identidade nacional de um país numa utopia que deve ser constantemente reinventada, em especial usando os artifícios da linguagem literária. Quando chega à Fazenda Barbaranha, Riobaldo é recepcionado por seo Ornelas como se fosse o responsável por ter acabado com os judas do sertão e por ter restabelecido a ordem natural das coisas que existia antes com o governo paralelo de Joca Ramiro. O fazendeiro é uma espécie de padrinho da verdadeira integração pessoal e nacional que seria a vitória de Riobaldo sobre a violência demoníaca de Hermógenes e Ricardão – mesmo que isto implique certa tristeza, já que essa mesma vitória também lhe recorda a morte de Diadorim. É nesta aparente cordialidade entre os dois homens – em que um chama o outro de “o senhor, meu chefe” o tempo todo – que Guimarães Rosa também mostra que o Brasil teria encontrado um caminho para escapar do labirinto do sertão. De acordo com o escritor que também era diplomata, o Brasil só poderia encontrar a sua completude se conseguisse superar a tensão de opostos que existia em sua história política e espiritual. Esta “filosofia da História” fica mais evidente ainda se lermos com atenção o seu discurso de posse na Academia Brasileira de Letras, em 1967, proferido três dias antes de sua morte, homenageando o seu antecessor e, por coincidência, também seu chefe no Itamaraty, João Neves da Fontoura:
Neste texto escrito em uma linguagem empolada, digno de um Zé Bebelo, Neves da Fontoura é apresentado como o mais discreto do triunvirato gaúcho que ocupara durante vinte e quatro anos a União federal; ele tinha sido Ministro das Relações Exteriores tanto no governo do general Dutra como no segundo governo de Getúlio Vargas, além de ter sido um dos principais articuladores da Revolução de 1930. Por algum motivo desconhecido, o mineiro Guimarães Rosa, talvez por ser de Cordisburgo e sentir a mesma cordialidade desses políticos em relação ao Brasil, deixou-se enfeitiçar pelo fascínio que o poder emanava dessas personalidades. Isso o tornou cego para as dissimulações que, por exemplo, Vargas – conhecido por todos como um sujeito capaz de “tirar as meias sem descalçar os sapatos” – promovia contra os seus próprios companheiros de gabinete (como o próprio Neves, algo sugerido no desprezo deste pelo presidente – e que o fez, em 1932, ser seu opositor na mesma Revolução Constitucionalista na qual Rosa lutou como médico do exército mineiro). Ainda assim, o que faz o criador de Riobaldo Tatarana? Começa a criar um “mundo alternativo” onde Vargas seria o “líder” que articularia a unidade destes opostos representados por João Neves de Fontoura e Oswaldo Aranha; dissimula esse comportamento de falsidade, enobrecendo-o à custa de uma prática mística de “não interferência” (o tal wu wei que faz a alegria dos aficionados da “unidade transcendente das religiões”) e mascara a todo custo aquilo por que um escritor opta quando depara com a possibilidade de permanecer no status quo: o de ser cooptado pelo poder oficial, sempre justificado pela busca de mil e um eldorados, literários ou políticos. Luiz Roncari argumenta que as aparições de Antônio Conselheiro e Getúlio Vargas no final de Grande Sertão: Veredas mostram que seu autor queria exibir uma oposição entre “os devaneios do passado” e “as promessas do futuro”, entre o Brasil arcaico e o Brasil moderno. Muito pelo contrário: na realidade simbólica do livro que, como bem sabia Rosa, está muito além das intenções pessoais do escritor, essas duas figuras históricas são complementares e partem do mesmo princípio – a mentalidade utópica que contamina a sensibilidade nacional e que corrompe qualquer possibilidade de aceitar a realidade tal como ela é. E quando esta se apresenta como inevitável – e não há outra maneira de encará-la senão como o labirinto que mantém o Minotauro em seu centro –, a única solução que se apresenta é nada mais nada menos que o pacto demoníaco, idealizado aqui como o remédio para curar finalmente “o mundo à revelia”. Quem quiser colaborar com o meu trabalho, além do valor da assinatura desta newsletter pessoal, pode me ajudar por meio do pix: martim.vasques@gmail.comE quem quiser apertar o botão abaixo só para fazer a minha felicidade - e manter essa newsletter de modo mais profissional, be my guest: AVISO: NOVO CURSO - RAÍZES (E CONSEQÜÊNCIAS) DO TOTALITARISMO BRASILEIROUM TRECHO LOGO ABAIXO:Queridos leitores: Temos um novo curso: RAÍZES (E CONSEQUÊNCIAS) DO TOTALITARISMO BRASILEIRO. (No decorrer das aulas, os alunos perceberão que eu falo “Raízes do autoritarismo brasileiro” o tempo todo, mas o nosso departamento de marketing resolveu alterar o título para melhorar as vendas. Não vou discutir.) Trata-se de um prosseguimento do assunto que abordei nos cursos anteriores (mas agora aplicados na perspectiva brasileira), De Zero a Nero - O que Shakespeare ensinou a Peter Thiel sobre os rumos da liderança, e Além do Zero: Vivendo na Religião da Tecnologia, que você pode adquirir respectivamente aqui e aqui. Serão seis aulas, de 30 minutos a 1 hora de duração, todas já gravadas. Aqui vão os temas abordados: O curso é também uma reflexão sobre certas obsessões minhas e que me acompanham desde a época do meu segundo livro, A Poeira da Glória (2015) e depois em A Tirania dos Especialistas (2019), indo até A Disciplina do Deserto, minha obra derradeira. Este livro será publicado em 2026, se os deuses do mercado editorial permitirem. Dito isso, chegamos ao grande momento: Quanto custará o curso?E a resposta é: Você decide.Isso mesmo: Quem determinará o preço será você, não eu.Veja os temas que serão abordados. Veja a qualidade gráfica do material promocional. Veja o seu interesse. 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Agora a única coisa que posso lhes dizer é: obrigado pela confiança no meu trabalho - e eu espero que consiga cumprir as expectativas. Um forte abraço do MVC You're currently a free subscriber to Presto. For the full experience, upgrade your subscription.
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