#SupremoFimDoMesozoicoO re-reformador Dino decidiu que o país já pode sair do cretáceo jurídico que ele mesmo projetou e agilizar a meteórica renovação dos tribunais
Se como um reles juiz federal, o suprêmico Dino conseguiu colocar em funcionamento esse super The Supremes que hoje tanto amamos, imaginem só o que ele poderá fazer agora que pertence à magistrante Corte do reinado jurídico? Se hoje o STF é tão festejado pelo demasiado, abundante e transbordante poder, em boa medida isso se deve ao brilhante trabalho do Dino. Assine Não É Imprensa para desbloquear o restante.Torne-se um assinante pagante de Não É Imprensa para ter acesso a esta publicação e outros conteúdos exclusivos para assinantes. Uma assinatura oferece a você:
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quarta-feira, 22 de abril de 2026
#SupremoFimDoMesozoico
#DesembargadoraEscrava
Diga aonde você vai que eu vou varrendo… Uma desembargadora do Pará usou o plenário do tribunal pra reclamar que está sendo tratada como escrava. 85 mil reais por mês. Em média. Em 2025. Dados do Portal de Transparência do próprio tribunal dela. O teto do funcionalismo público é 46 mil. Ela recebe quase o dobro. Em alguns meses passou de 100 mil líquidos. Em março deste ano, 91 mil. Ela também disse que a palavra “penduricalhos” é chula e vagabunda. Uma ofensa à magistratura. Penduricalhos é o termo técnico do direito constitucional brasileiro com 175 anos de uso, explicado pela própria ministra Cármen Lúcia no STF. Ela xingou uma palavra de 175 anos dentro do seu próprio tribunal. No mesmo vídeo, ela convidou a população a acompanhar o dia a dia de um juiz. Os fins de semana e as noites. E disse que colegas estão deixando de ir ao médico. De tomar remédios. Com 85 mil de média mensal. Fora o carro. Um BYD zero-quilômetro, avaliado em 175 mil reais, com motorista exclusivo. Pago pelo tribunal. Eu aceito o convite, doutora. Mas tenho uma contraproposta. A senhora acompanharia um dia de gari no Pará? Acorda antes do sol. Calor amazônico. Lixo orgânico com a mão. 1.500 reais por mês. Sem penduricalho nenhum, porque não tem penduricalho nenhum. Em 6 anos de trabalho, um gari em Belém acumula pouco mais de 106 mil reais. Ela ganha isso em 37 dias. Aí eu pensei: é só bolha? Será que é só uma magistrada que não tem contato com outra realidade? Fui pesquisar. 1996 no Pará. 19 trabalhadores rurais mortos por policiais militares. O Massacre de Eldorado dos Carajás. Eva do Amaral Coelho era juíza. Presidiu fases fundamentais do julgamento. Na véspera de uma das sessões, ela excluiu a principal prova da acusação: um parecer técnico da Unicamp que mostrava, com imagens, que os disparos vieram dos militares. Depois pediu afastamento do caso. Então não é uma questão de bolha. Ela sabe o que é uma injustiça real. Ela já esteve do lado de dentro de uma das maiores da história recente do Brasil. Ela chamou de escravidão o STF ter cortado esses extras. 7,3 bilhões de reais por ano que estavam indo pra quem já ganhava acima do teto. Reação de alguém que perdeu um privilégio. E fica a pergunta: quem julga as causas trabalhistas no tribunal onde ela atua? É preocupante pensar nisso. Toda Eva acha que merece o Paraíso. Essa já está nele, mas não reconhece. Atualmente, você é um assinante gratuito de Não É Imprensa. Para uma experiência completa, atualize a sua assinatura.
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