O caso da deputada Erika Hilton demonstra o atraso brasileiro naquilo que o mundo inteiro conhece como debate público, mas por aqui virou sinônimo de fundo infinito branco e um idiota enfrentando 30 ignorantes.
Enquanto Hilton, do alto da suas maquiagens e seu chapéu coco Chanel estiloso, grita, esperneia e pede indenização de 10 milhões de reais, o mundo discute as críticas à equiparação entre trans e mulheres biológicas. Feministas dos Estados Unidos e da Europa, dizem que os gritos, os esperneios e as indenizações milionárias de Hilton atrapalham as causas das mulheres. Porque transformar a categoria “mulher” numa subcategoria de gêneros infinitos, desarticula a luta contra a opressão relacionada a assuntos estritamente femininos como assédio, sexualização, violência gestacional, abandono parental, misoginia, desigualdade salarial e etc. A redefinição da categoria com base na identidade de gênero, segundo essas críticas, poderia dissolver a base material sobre a qual se estruturaram reivindicações feministas...
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Vejam que coisa mais estranha. Parece até que a jornalista Thaís Oyama está chamando a esquerda de historicamente hipócrita:
“Nada disso chega a surpreender. Historicamente, a esquerda fundamentalista, sempre indulgente com modelos totalitários, não se vexa em trocar seus alegados princípios pela proteção de seus vilões preferidos — como podem confirmar, das profundezas do inferno, camaradas de mãos ensanguentadas e um punhado de aiatolás recém-chegados. A mesma condescendência, essa esquerda dedica a seus suspeitos de estimação.”
Como assim? Desde quando algum jornalista constata com tanta precisão fatos presentes e passados de forma tão organizada? Há pessoas que simplesmente não compreendem que um fato, por mais óbvio e ululante que seja, não tem o menor direito de arruinar uma boa narrativa. E todo mundo vê o quanto a narrativa da esquerda tem sido boa para o Brasil. Está claro. Vorclaríssimo...
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